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FIFA anuncia nova janela temporal para o mercado de transferências (e recomenda que os contratos sejam estendidos para lá de junho)

Dado o adiamento da maioria dos campeonatos mundiais, a FIFA anunciou que o mercado de transferências de verão poderá ter novas datas, para não estar ativo enquanto a época 2019/20 não terminar

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Harold Cunningham

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Havendo ainda mais perguntas do que respostas sobre o que aí vem no futebol, a FIFA está a tentar mitigar os tempos de incerteza no jogo, tendo, para isso, anunciado esta terça-feira à tarde que o próximo mercado de transferências terá novas datas.

"É necessário ajustar o quadro habitual a estas novas circunstâncias factuais. Por isso, a FIFA será flexível e permitirá que as janelas temporais do mercado de transferências sejam adiadas, para que decorram entre o final da época 2019/20 e o início da época 2020/21", lê-se no comunicado divulgado no site do organismo.

No mesmo texto, o grupo de trabalho da FIFA, liderado pelo vice-presidente Vittorio Montagliani, diz também que o término dos contratos, habitualmente marcado para 30 de junho, deverá ser adiado para o final da época 2019/20, seja em que data for.

"Os contratos dos jogadores habitualmente terminam quando a época termina, com uma data que coincide com o final da época. Estando os campeonatos suspensos, é óbvio que a época atual não irá terminar quando todos pensámos que iria terminar. Por isso, propomos que os contratos sejam estendidos até à altura em que a época acabar", explica-se.

"Esta extensão estará na mesma linha da intenção original das partes que vincularam o contrato quando o mesmo foi assinado e permitirá preservar a integridade e a estabilidade desportiva", acrescenta-se, pormenorizando também que o mesmo princípio é aplicável aos contratos que deveriam entrar em vigor na época 2020/21: "Devem ser adiados e começar apenas quando a época começar efetivamente".

Relativamente aos contratos atuais, a FIFA reconhece que os clubes tiveram "um impacto brutal nas receitas, já que não há jogos", pelo que entende a necessidade de haver reajustamentos salariais, "de preferência de forma a proteger empregos e alcançando um balanço justo e razoável entre os interesses dos jogadores e dos clubes."

Por isso mesmo, a FIFA "encoraja fortemente os clubes e os jogadores a trabalhar juntos para chegar a acordos e encontrar soluções para este período em que não há futebol".