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Rio Ave nem falou com os jogadores sobre salários e 'lay-off': "É prematuro fazê-lo"

O Belenenses SAD foi o primeiro clube da primeira liga a suspender os contratos de todos os trabalhadores. O Sporting de Braga chegou a acordo com os jogadores para que os ordenados sejam pagos em 50% durante três meses. Mas, em resposta à Tribuna Expresso, o Rio Ave garante que "é prematuro tomar decisões a esse nível e que privilegia uma solução conjunta. O Famalicão não quis comentar quaisquer possibilidades e o Vitória de Setúbal diz que lay-off "é o último recurso"

Diogo Pombo

Gualter Fatia/Getty

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Aos ouvidos de Tarantini, capitão do Rio Ave, não chegaram conversas de redução de ordenados, ajustamentos salariais ou de um possível lay-off que afete os jogadores. “É prematuro tomar decisões a esse nível”, garantiu o clube, questionado pela Tribuna Expresso sobre um eventual plano para lidar com a quebra de receitas para os clubes face à suspensão das competições, imposta pelo coronavírus.

Em matéria de salários, o Rio Ave privilegia uma solução concertada e “que possa ser em conjunto”, portanto dependente das negociações que o Sindicato de Jogadores está a encetar com a Liga de Clubes.

Os vilacondenses, por enquanto, não equacionam seguir o exemplo do Belenenses SAD, que colocou os trabalhadores em lay-off e até deixou os administradores do clube a receber o ordenado mínimo, revelou o presidente Rui Pedro Soares, na segunda-feira. O sindicato considerou a decisão “uma falta de respeito para com os profissionais de futebol” e “uma atitude egoísta que lesa todos os portugueses”.

Seguiu-se o Desportivo de Chaves, da segunda liga, na decisão de aderir ao regime de lay-off. Embora não optando pela suspensão de contratos, o Sporting de Braga matutou um acordo de ajustamento salarial com os jogadores, que prevê a cativação de salários durante os próximos três meses.

O Rio Ave reforçou que “é prematuro” adotar medidas deste tipo, mas, a acontecerem, assegurou que “existirá sempre seriedade e transparência” entre dirigentes, jogadores e restantes funcionários “caso seja necessário discutir algo”.

A Tribuna Expresso tentou averiguar o que outros clubes da primeira liga estão a equacionar para lidar com a quebra das receitas televisivas (os operadores pagaram março, não é certo que o façam em abril) e de bilheteira (sem jogos, nada se vende).

O Famalicão, para já, não quis comentar quaisquer cenários de ajustamento salarial ou lay-off. O Vitória de Setúbal apenas frisou que “o lay-off será sempre o último recurso”.