Tribuna Expresso

Perfil

Coronavírus

Mané e o título do Liverpool: "Se não acontecer, tenho que aceitar. Muitas pessoas morreram ou perderam familiares"

O avançado do líder da suspensa Premier League admite que esta época pode acabar sem atribuição de um título que foge aos "reds" há muitos anos

Lusa

Laurence Griffiths - FIFA

Partilhar

O avançado senegalês Sadio Mané admitiu hoje a possibilidade de o Liverpool falhar a conquista da liga inglesa por causa da suspensão da competição, devido à pandemia de Covid-19.

"É um sonho que eu tenho e espero vencer a Premier League ainda este ano. Se não acontecer, tenho que aceitar. Faz parte da vida. Tentaremos vencer no próximo ano. Claro que é uma situação difícil para o Liverpool, mas também para milhões de pessoas em todo o mundo. Muitas pessoas morreram ou perderam familiares. Essa é a pior situação", disse Mané, em declarações à rádio britânica Talksport.

A Premier League, tal como o futebol em praticamente todo o mundo, está parada desde o início de março, por causa do surto do novo coronavírus, e é certo, pelo menos, que não vai ser retomada até maio.

Com apenas nove jornadas para disputar, o Liverpool lidera a prova com 82 pontos, mais 25 que o Manchester City, segundo classificado, que tem um jogo a menos.

Os 'reds' não vencem a liga inglesa desde 1989/90.

De acordo com os últimos dados, o Reino Unido regista 55.242 pessoas infetadas pelo novo coronavírus, incluindo o primeiro-ministro Boris Johnson, e 6.159 mortos.

O novo coronavírus, responsável pela pandemia da covid-19, já infetou cerca de 1,4 milhões de pessoas em todo o mundo, das quais morreram mais de 80 mil.

Dos casos de infeção, cerca de 260 mil são considerados curados.

Depois de surgir na China, em dezembro, o surto espalhou-se por todo o mundo, o que levou a Organização Mundial da Saúde (OMS) a declarar uma situação de pandemia.

O continente europeu, com cerca de 735 mil infetados e mais de 57 mil mortos, é aquele onde se regista o maior número de casos, e a Itália é o país do mundo com mais vítimas mortais, contabilizando 17.127 óbitos em 135.586 casos confirmados até terça-feira.