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“Tenho 67 anos, mais de 30 como treinador, fui jogador até aos 32. Vou contar-lhe uma coisa...”, diz o mítico João Alves

Em entrevista ao jornal "Record", João Alves, o mítico luvas pretas, explica porque é contra um regresso apressado à Liga e contra jogos à porta fechada, porque é que os treinos individuais nada replicam o treino coletivo e considera que se pode estar a jogar com a vida dos jogadores: "não podem ser carne para canhão"

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Marcos Borga

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João Alves apresenta-se: "Tenho 67 anos, levo mais de 30 como treinador, tendo sido jogador ao mais alto nível até aos 32 e aprendi alguma coisa". Em entrevista ao jornal "Record", o mítico "Luvas Pretas", porque era assim que jogava, com luvas pretas nas mãos, diz ser contra um regresso apressado à competição, porque isso poria em causa o desporto e a saúde dos jogadores. E também tem um argumento contra um regresso à porta fechada. Alves é atualmente treinador do Cova da Piedade.

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"Vou contar-lhe uma coisa: há dias falei com o Luis Fernández, que jogou comigo no PSG, e ele disse-me que apanhou o vírus [covid-19] no PSG-Borussia de Dortmund, porque viu o jogo com um grupo de adeptos. E esse jogo foi à porta fechada. Se querem jogar à porta fechada, é porque não estão reunidas todas as condições de segurança. Há coisas mais importantes do que o futebol: a vida. Os jogadores não podem ser carne para canhão".

Fim

"A época em curso, depois desta interrupção, acabou, não faz sentido. Olhando, e com toda a franqueza, não acredito que estejam reunidas condições para haver futebol. Em termos financeiros, isto só traz prejuízos. Qual a melhor solução? Terá de ser a mais justa".