Tribuna Expresso

Perfil

Coronavírus

Covid-19. Jovic, ex-Benfica, pode ser condenado a três anos de prisão por festa com 20 pessoas num hotel na Sérvia

O sérvio vai ser presente a tribunal por violar a quarentena domiciliária no seu país e incorre em pena que vai desde multa até três anos de prisão

Lusa

Leon Kuegeler

Partilhar

O futebolista sérvio do Real Madrid Luka Jovic vai ser presente a tribunal por violar a quarentena domiciliária no seu país e incorre em pena que vai desde multa até três anos de prisão.

Jovic, que já teve problemas com os ‘merengues’ por ter violado a quarentena em Espanha para viajar até à Sérvia, foi visto a passear em Belgrado no aniversário da sua namorada, quando estava sujeito a 28 dias de isolamento no seu país, uma vez que regressou de uma zona de alto risco, nomeadamente Madrid.

O caso reportado pelas autoridades, e que mereceu inclusivamente reprimenda pública por parte da primeiro-ministro, Ana Brnabic, remonta a 19 de março e o atleta disse na altura que tinha saído para ir à farmácia.

O ex-jogador do Benfica argumentou ainda que não conhecia bem as normas do isolamento, pensando que poderia sair uma vez por dia para as compras essenciais.

A radio Pink noticia que Nikola Ninkovic, que joga nos italianos do Ascoli, também vai ser presente ao Ministério Público pelo mesmo crime de violação de confinamento, punido com multa de 1.275 euros a três anos de prisão.

Em 05 de abril, o internacional Aleksandar Prijovic foi condenado a três meses de prisão domiciliária por não respeitar as restrições, depois de ter sido apanhado em convívio com 20 amigos num hotel da capital.

Entre as várias medidas de prevenção da pandemia da covid-19, o governo decretou um horário de recolher obrigatório entre as 17:00 e as 05:00 da manhã seguinte, bem como proibição total de sair aos fins de semana.

Na Sérvia já foram reportados 4.873 casos de coronavirus, que já vitimou mortalmente 99 cidadãos.

A nível global, a pandemia de covid-19 já provocou quase 127 mil mortos e infetou mais de dois milhões de pessoas em 193 países e territórios. Mais de 428 mil doentes foram considerados curados.

Em Portugal, morreram 599 das 18.091 pessoas registadas como infetadas.

A doença é transmitida por um novo coronavírus detetado no final de dezembro, em Wuhan, uma cidade do centro da China.