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Federação Italiana quer retomar treinos a 4 de maio e voltar a jogar no final do mês

O presidente da Federação Italiana de Futebol diz que já há um plano pensado para retomar a Serie A e que "serão necessárias três semanas para estarem completamente seguros"

lusa

Daniele Badolato - Juventus FC

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O presidente da Federação Italiana de futebol (FIGC) disse hoje estar otimista em relação a um recomeço da Serie A no final de maio ou princípio de junho, depois de o campeonato ter sido suspenso devido à covid-19.

“Compartilho do desejo do ministro dos Desportos [Vincenzo] Spadofora de que os treinos recomecem a 4 de maio, com todas as atenções e garantias necessárias”, disse Gravina em entrevista à emissora pública italiana de rádio.

O responsável adiantou que a Federação irá entregar no sábado ao ministro dos Desportos, mas também ao governante para a área da Saúde, Roberto Speranza, um protocolo sanitário para a Liga italiana de futebol.

“É rígido, atento, mas flexível e fácil de aplicar”, sublinhou Gravina, mas sem adiantar pormenores em relação ao plano.

A Serie A, onde jogam Cristiano Ronaldo, Mário Rui, Rafael Leão, Miguel Veloso ou Bruno Alves, foi suspensa a 9 de março.

Esta semana, na quarta-feira, a comissão médica da FIGC recomendou a concentração das equipas a partir de 4 de maio, com a realização de exames que confirmem resultados negativos para a covid-19 em todos s jogadores.

“Haverá um período de controlo para garantir negativo aos que participam. Se todos derem negativo, não há perigo. Serão necessárias três semanas para estarem completamente seguros, pelo que poderão jogar no final de maio, início de junho”, justificou o presidente da FIGC.

Itália tem sido dos países mais afetados pelo novo coronavírus, com 22.170 mortos em 168.941 casos, apenas atrás dos Estados Unidos, o país com mais mortos (33 mil) e mais casos de infeção confirmados (671 mil).

Seguem-se Espanha (19.478 mortos, 188.068 casos), França (17.920 mortos, 165.027 casos), Reino Unido (13.729 mortos, 103.093 casos) e Bélgica (5.163 mortos, 36.138 casos), enquanto que em Portugal morreram 657 pessoas das 19.022 registadas como infetadas.

A nível global, a pandemia de covid-19 já provocou mais de 145 mil mortos e infetou mais de 2,1 milhões de pessoas em 193 países e territórios. Mais de 465 mil doentes foram considerados curados.

A doença é transmitida por um novo coronavírus detetado no final de dezembro, em Wuhan, uma cidade do centro da China.