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“Teria adorado orientar a Irlanda do Norte nos ‘play-offs’ com a Bósnia-Herzegovina”. Só que não vai dar, disse a federação a O'Neill

A Federação de Futebol da Irlanda do Norte anunciou hoje a saída do selecionador Michael O’Neill, devido ao adiamento dos jogos dos ‘play-offs’ de apuramento para o Euro2020, que foi reagendado para 2021

Lusa

Jason Cairnduff

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A Federação de Futebol da Irlanda do Norte anunciou hoje a saída do selecionador Michael O’Neill, devido ao adiamento dos jogos dos ‘play-offs’ de apuramento para o Euro2020, que foi reagendado para 2021.

“Depois de reunir-se com as 55 federações por videoconferência, tudo indica que o organismo europeu vai remarcar os jogos dos ‘play-offs’, que decidem as últimas quatro vagas para o Europeu – adiado para o verão de 2021 -, para depois dos primeiros jogos da Liga das Nações, em setembro”, justifica o organismo federativo.

O’Neill, que esteve à frente da seleção da Irlanda do Norte desde 2011, tinha sido chamado para o jogo dos ‘play-offs’ frente à Bósnia-Herzegovia, e, em caso de triunfo, discutiria o lugar no Europeu com o vencedor do confronto entre Eslováquia e República da Irlanda.

“Teria adorado a oportunidade de orientar a Irlanda do Norte nos ‘play-offs’ com a Bósnia-Herzegovina e ter a possibilidade de qualificação para outro grande torneio, mas a situação atual mostra que isso não é possível”, lamentou Michael O’Neill.

Devido à pandemia do novo coronavírus, que parou o desporto a nível mundial, a UEFA adiou a fase final do Europeu para 2021, e os ‘play-offs’ de março para junho, inicialmente, antes de em abril serem novamente adiados, para uma data a definir, admitindo-se outubro ou novembro.

A Direção-Geral da Saúde (DGS) anunciou esta quarta-feira a existência de 785 mortes e 21.982 casos de Covid-19 em Portugal.

O número de óbitos subiu, de ontem para hoje, de 762 para 785, mais 23, - uma subida de 3% - enquanto o número de infetados aumentou de 21.379 para 21.982, mais 603, o que representa um aumento de 2,8%.

O número de casos recuperados subiu de 917 para 1.143.

Há 1.146 doentes internados, 207 encontram-se em Unidades de Cuidados Intensivos.

A região Norte é a que regista o maior número de mortos (454), seguida da região Centro (175), de Lisboa e Vale Tejo (138), do Algarve (11), dos Açores (6) e do Atentejo, que regista um morto, adianta o relatório da situação epidemiológica, com dados atualizados até às 24:00 de terça-feira.

A pandemia de covid-19 já matou quase 178 mil pessoas e há mais de 2,5 milhões de infetados em todo o mundo, desde que surgiu em dezembro na China, segundo um balanço da AFP às 11:00.

De acordo com os dados da agência de notícias francesa, a partir de dados oficiais, foram registadas 177.822 mortos e mais de 2.571.880 infetados em 193 países.

Pelo menos 583.000 foram consideradas curadas pelas autoridades de saúde.

Os Estados Unidos, que registaram a primeira morte ligada ao coronavírus no final de fevereiro, lideram em número de mortos e casos, com 45.075 mortos para 825.306 casos.

Pelo menos 75.673 pessoas foram declaradas curadas pelas autoridades de saúde nos Estados Unidos.

Depois dos Estados Unidos, os países mais afetados são Itália, com 24.648 mortos em 183.957 casos, Espanha com 21.717 óbitos (208.389 casos), França com 20.796 (158.050 casos) e Reino Unido com 17.337 mortos (129.044 casos).

A China (excluindo os territórios de Hong Kong e Macau), onde a epidemia começou no final de dezembro, contabilizou 82.788 casos (30 novos entre terça-feira e hoje), incluindo 4.632 mortes e 77.151 curados.

Até às 11:00 de hoje, a Europa totalizou 110.522 mortos para 1.248.469 casos, Estados Unidos e Canadá 46.985 mortos (863.728 casos), Ásia 7.372 mortos (176.914 casos), Médio Oriente 5.886 mortos (134.870 casos), América Latina e Caraíbas 5.767 mortos (115.347 casos), África 1.195 mortos (24.611 casos) e Oceânia 95 mortos (7.942 casos).