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Eriksen e a quarentena no centro de treinos do Inter: "Ainda pensei ficar com o Lukaku ou com Young, mas era muito tempo a dormir num sofá"

Jogador dinamarquês foi obrigado a deixar o hotel onde passava as primeiras semanas em Milão, depois da transferência do Tottenham para o Inter, e acabou por fazer a quarentena com outros funcionários do clube

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Marco Luzzani - Inter/Getty

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Não têm sido fáceis os primeiros tempos de Christian Eriksen em Itália. O médio dinamarquês chegou ao Inter de Milão no mercado de inverno e pouco depois de aterrar no futebol italiano, a Serie A parou devido ao surto do novo coronavírus, que teve em Itália o primeiro foco na Europa.

Eriksen vivia então ainda num hotel de Milão e com o fecho de todas as unidades hoteleiras viu-se de repente sem um sítio onde ficar. E optou assim por passar a quarentena no centro de treinos do Inter, já lá vão quase dois meses. "Acabei por ficar lá com o chefe e com outros cinco membros do staff do clube que escolheram isolar-se ali para proteger as suas famílias", revelou o ex-jogador do Tottenham ao "The Sun".

"Ainda pensei pedir ao Romelu Lukaku e ao Ashley Young, mas eles têm as suas famílias para tomar conta e 14 dias a dormir num sofá de outra pessoa é muito tempo", disse ainda, recordando ainda um episódio caricato quando foi mandado parar pela polícia italiana quando se encontrava a caminho de um supermercado: "A polícia parou-me e eu no meu péssimo italiano tive de explicar o que estava a fazer, onde ia e porque razão estava na rua".

Eriksen diz que, ainda assim, não se pode queixar porque a situação "é muito mais complicada para outros". O dinamarquês diz que tem treinado num parque de estacionamento subterrâneo e que não toca numa bola "há sete semanas".

"Nunca estive tanto tempo longe do futebol e começo mesmo a sentir falta", lamentou.