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Coronavírus

Estudo sugere que problemas de coração serão raros em atletas após contraírem covid-19

Estas são as conclusões de um estudo publicado esta quinta-feira pela revista médica “JAMA Cardiology”, estudo esse que reuniu dados de 789 desportistas de seis ligas, NBA, NFL, MLB, MLS, NHL e WNBA

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Gonzalo Fuentes

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Dados médicos reunidos pelas principais ligas norte-americanas de desporto profissional sugerem que problemas cardíacos são raros entre atletas recuperados após contraírem covid-19.

Estas são as conclusões de um estudo publicado esta quinta-feira pela revista médica “JAMA Cardiology”, estudo esse que reuniu dados de 789 desportistas de seis ligas, NBA (basquetebol), NFL (futebol americano), MLB (baseball), MLS (futebol), NHL (hóquei no gelo) e WNBA (basquetebol feminino). Os dados foram recolhidos entre maio e outubro de 2020, entre atletas assintomáticos ou que sofreram sintomas ligeiros de covid-19.

Destes quase 800 atletas, com idade média de 25 anos, apenas cinco mostraram algum tipo de inflamação cardíaca nos testes obrigatórios que se seguiram para determinar se poderiam ou não voltar ao ativo. Todos eles tiveram sintomas ligeiros da doença e ficaram de fora durante três meses, antes de voltarem a praticar desporto sem qualquer limitação.

O estudo procurou responder a algumas incertezas sobre os efeitos da covid-19 no sistema cardiovascular de atletas que sofreram poucos sintomas e, de acordo com Gary Green, diretor médico da MLB, confirma que voltar à competição é seguro.

“Mostra que neste grupo de atletas é seguro regressar aos campos e que a doença cardíaca não é comum”, sublinhou o médico à Reuters.

Contudo, Richard Kovacs, do American College of Cardiology’s Sports & Exercise Council, em declarações à AP, apontou algumas fraquezas ao estudo, nomeadamente o facto dos exames analisados terem sido feitos em centros médicos selecionados por cada uma das equipas e interpretados por cardiologistas também eles ligados às equipas.

O médico sublinhou ainda que para resultados mais rigorosos, os atletas deveriam ter sido testados no mesmo local e com especialistas independentes.