Tribuna Expresso

Perfil

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  • Infelizmente, não houve taça
    Crónica

    Depois de imaginar o que fariam Sérgio Conceição, Rúben Amorim e Jorge Jesus caso as suas equipas tivessem escorregado na Taça de Portugal, Bruno Vieira Amaral admite que ver o jogo do Benfica contra o Trofense e, no dia seguinte, o massacre do Bayern de Munique em casa do Leverkusen o pôs a ansiolíticos. Da “segunda linha” do Benfica, assim chamada porque deveria estar na segunda liga, a fazer companhia à equipa B, o escritor considera que não se pode dizer que foi desastrosa porque, ao menos, os desastres geram uma curiosidade mórbida

  • As crispações que acontecem no futebol devem estar limitadas ao futebol. Cá fora tem que haver respeito mútuo, elevação e elegância
    Crónica

    Há, no mundo, cerca de 270 milhões de pessoas diretamente envolvidas na indústria do futebol. Equivale a quase 4% da população global e a ligação umbilical de tanta gente a um jogo com características tão sui generis, escreve Duarte Gomes, tende a adulterar a forma como algumas coisas são percecionadas: quando estamos demasiado perto daquilo que gostamos, perdemos a perspetiva

  • Um grande torneio de seleções por ano será como ter mais uma rede social no telemóvel ou outra aplicação de streaming (por Philipp Lahm)
    Crónica

    Reduzir o ciclo do Mundial dará a impressão de que o futebol tem tudo a ver com dinheiro, escreve Philipp Lahm, antigo campeão do mundo pela Alemanha que, do lado dos jogadores, explica o quão mentalmente desgastante é representar o país numa grande competição. O ex-jogador diz que a ideia da FIFA e de Wenger pode levar a um consumo excessivo de futebol e fazer com que seja, apenas, puro entretenimento

  • A curiosa carreira de Bebé
    Crónica

    A ida de Bebé para o United entrou diretamente para o topo do anedotário futebolístico-empresarial, mas é bom não esquecer que, no meio de transferências especulativas, jogadas de bastidores, negociatas de empresários, estava um jovem jogador tão ou mais atónito com o que lhe estava a acontecer do que o espetador comum, escreve Bruno Vieira Amaral. Mas, sem esta contratação histórica — considerada uma das mais bizarras da história do gigante inglês — talvez hoje não estivéssemos a falar de Bebé, que está hoje no Rayo Vallecano e teve um trajeto bastante razoável

  • O admirável mundo novo da justiça no futebol e o Tribunal Arbitral do Desporto
    Crónica

    A atividade do Tribunal Arbitral do Desporto português, criado em 2015, tem sido produtiva com centenas de decisões (344), mas tem revelado que, materialmente, é quase exclusivamente um Tribunal Arbitral do Futebol: ocupa mais de 90% das suas decisões. Se é verdade que contribuiu para a justiça desportiva e foi um avanço face ao anterior modelo, pelo menos para o futebol profissional, também é sentimento coletivo que esta é a hora da reforma do TAD

  • Ralhetes, puxões de orelhas e confissões de impotência
    Crónica

    Depois de uma primeira jornada da Champions em que só se ouviu falar do ADN e do pedigree do FC Porto, ainda custa mais ter de explicar uma goleada em casa: é o mesmo que andarmos a elogiar o nosso filho aos vizinhos pelos excelentes resultados escolares e na semana seguinte ele aparecer em casa com um 6 a Matemática. Três goleadas consecutivas em casa, mesmo contra um super-Liverpool, é coisa para tirar qualquer um do sério, sobretudo alguém que se tira frequentemente a si mesmo do sério, escreve Bruno Vieira Amaral

  • A voracidade fleumática de Ancelotti
    Crónica

    É um tipo com quem gostaríamos de nos sentar a falar sobre a vida e, tranquilamente, sobre futebol. Se Bruno Vieira Amaral fosse para uma guerra levaria Simeone como líder das tropas, mas para beber um café numa esplanada em Veneza, ou visitar um museu em Florença, escolheria Carletto. Ali está um animal competitivo disfarçado sob um véu de serenidade budista

  • Cebolinha, por favor, finta um ser humano
    Crónica

    O futebol de Everton é penoso, esquivo, fantasmagórico. Quando tenta ultrapassar um adversário com um drible, a intenção é tão denunciada que é quase como se Everton, antes do jogo, lhe tivesse enviado uma carta com aviso de receção a explicar ao pormenor o que queria fazer, escreve Bruno Vieira Amaral, que gostava muito de dizer que o Benfica acertou na mouche

  • Em Paris pensam globalmente e o único que falta é Ronaldo, mas isso seria demais para qualquer treinador aguentar (por Philipp Lahm)
    Crónica

    Em Pais, as multidões têm a oportunidade de ver as estrelas perto, como se fossem cantores pop ou atores de Hollywood. As camisolas vendem bem. O coronavírus não afetou o PSG. O clube está nas bocas do mundo. Philipp Lahm, antigo campeão mundial, escreve como depois da Torre Eiffel e de Notre Dame, a capital francesa tem um novo símbolo: uma equipa de futebol exorbitantemente cara que pede a designers de moda para lhe inventarem camisolas

  • Não haverá milagres. Os jogos arbitrados por portugueses, franceses ou somalis continuarão a ter erros, polémicas e críticas descabidas
    Opinião

    Na sua crónica semanal, Duarte Gomes escreve sobre o programa de troca de árbitros internacionais que, este fim de semana, trará o francês Willy Delajod para apitar o Paços de Ferreira-Sp. Braga. O antigo árbitro português, contudo, lamenta que tal não vai corrigir a "parcialidade emocional e o vazio cultural daqueles que julgam" os homens do apito "cá de fora"

  • João Patrão com oxímetro nos pés
    Crónica

    É obrigado a conceder ao amigo que o “patrão” soa a exagero. Bruno Vieira Amaral diria que em Palhinha está um supervisor de turno bastante competente, que põe ordem na linha de montagem e faz com que os restantes operários pareçam um bocadinho melhores. O mesmo amigo trouxe à baila João Mário, o transplante cerebral ocorrido este verão que, quando tem a bola, os companheiros e até os adeptos parecem mais inteligentes. E respiram melhor

  • O ofício do golo
    Crónica

    Todas as semanas lá vão aparecendo casos destes em que o jogador, por respeito ao anterior clube, aos amigos, em homenagem a um tio convalescente ou a uma prima que acabou de perder o emprego, comete essa atrocidade, o crime humanitário de não festejar um golo. Coincidiu a proeza de Toni Martínez com a morte de um jogador que, na opinião de alguns especialistas demasiado picuinhas, “só” sabia marcar golos. Mas Gerd Müller não só marcava, como também sabia festejar

  • O intervalo de excelência dos Jogos Olímpicos
    Crónica

    É certo que a comitiva portuguesa, além das quatro medalhas e onze diplomas, deu um cheirinho de futebolização com a polémica Évora-Pichardo. Mas nem isso atenua o efeito de duas semanas expostos à excelência desportiva e ao anti-clímax que representa o regresso ao nosso futebol paroquial e às suas guerras do Alecrim e Manjerona

  • Pardais e aves de rapina
    Crónica

    A vitória na Supertaça também serviu para arrefecer os ânimos daqueles que justificaram a vitória do Sporting no campeonato com um conjunto irrepetível de fatores – pandemia, ausência de público nos estádios, calendário suave – e esperavam que, agora, com o pesado estatuto de campeão nacional, o Sporting aparecesse na sua versão pré-pandémica, cheio de dúvidas, hesitações, velhos temores

  • Máximos Olímpicos
    Crónica

    Com o tempo, as desculpas tornaram-se no nosso desporto olímpico preferido, uma espécie de competição paralela, em que nós, espectadores de sofá que durante os quatro anos da olimpíada não ligávamos pevide àqueles desportos exóticos e desportistas obscuros, nos sentíamos defraudados e exarávamos sentenças inapeláveis, como se aqueles homens e mulheres que se sacrificavam para lá do que o nosso entendimento concebia, nos tivessem roubado deliberadamente as alegrias a que julgávamos ter direito

  • Agradeço a Carlos Alexandre por me explicar quem são Bruno Macedo, o “Rei dos Frangos” e Textor, parte da nova fauna do zoo futebolístico
    Crónica

    Assim, tudo fica mais fácil e orgulho-me de saber que, em 2019, a Valouro, de José António dos Santos, conhecido por antonomásia como “rei dos frangos”, que não deve ser confundido com a cadeia de restaurantes “O Rei dos Frangos” que, por sua vez, não deve ser confundida com o restaurante da cadeia em que Luís Filipe Vieira terá comido, segundo o que puderam farejar certas fontes, frango frito

  • O verdadeiro trágico
    Euro 2020

    Bruno Vieira Amaral imagina Gareth Southgate, em 1996, a passear pelas ruas de Londres naquela altura e as crianças a chorarem, os rafeiros a ladrarem-lhe, os sem-abrigo a cuspirem-lhe insultos após ele ter falhado aquele penálti. Agora, é o selecionador elegante sem ser dândi, que personifica um certo tipo de sabedoria que só se atinge através do sofrimento

  • Neno no Maracanã
    Crónica

    Na primeira vez que Bruno Vieira Amaral viu um jogo ao vivo, no velho Estádio da Luz, quem estava na baliza era Neno, o guarda-redes que mais gostou de ver sofrer golos com a camisola do Benfica. Mas escreve, sobretudo, sobre uma derrota que Portugal foi sofrer ao Brasil, em 1989 - que Neno se tornou "o primeiro guarda-redes negro a defender a baliza da seleção". Em 2021, ainda é o único

  • Este texto não é sobre Nadal, Federer ou Djokovic: o meu GOAT é um obscuro tenista belga chamado Filip Dewulf
    Crónica

    A discussão é interminável, um dos prazeres subsidiários do ténis e renova-se a cada final de um torneio do Grand Slam, a cada feito de um dos Big 3, Federer, Nadal e Djokovic (aqui apenas por ordem cronológica, não se apoquentem). E o que há de aborrecido e nocivo nesta discussão é que o desejo de declarar a grandeza absoluta de um vem sempre acompanhado de uma vontade, ainda que envergonhada, de rebaixar os outros

  • O culto da derrota
    Crónica

    O escritor Bruno Vieira Amaral fala sobre a queda da seleção sub-21 (ou de "esperanças", como ele prefere dizer) e de como as derrotas exigem uma certa arte, um saber perder, não no sentido do desportivismo, mas como se a ela fosse um ofício com ferramentas e conhecimentos próprios, que Portugal bem conhece, não fosse esta a terceira final desbaratada

  • Na final contra o Inter de Mourinho, nós, do Bayern, fomos derrotados. Nessa altura, todos falavam sobre jogar contra a bola
    Crónica

    É sempre preciso alguém que pegue nas ideias dos outros e as enriqueça com as suas próprias ideias, escreve Philipp Lahm, na crónica em que resume como três treinadores de Itália, Portugal e Espanha influenciaram o futebol atual durante as últimas décadas. Até culminarem na final da Liga dos Campeões deste sábado, no Estádio do Dragão, onde Manchester e Chelsea jogarão com "uma mistura de três partes"

  • Só à estalada
    Crónica

    Uma vitória na final da Taça de Portugal teria sido um desfecho ilógico para um Benfica que falhou em todos os momentos cruciais desde o início da época, à exceção do ligeiríssimo consolo de impedir que o Sporting acabasse o campeonato invicto, escreve Bruno Vieira Amaral

  • O triunfo de Rúben Dias
    Crónica

    "Alguém disse, e com razão, que nos últimos tempos só o Manchester City dá alegrias aos benfiquistas", escreve Bruno Vieira Amaral, a propósito das exibições de Rúben Dias no finalista da Champions

  • O que faz de Pep Guardiola a referência de ouro do futebol mundial?
    Crónica

    Três das últimas quatro épocas da carreira do antigo campeão mundial pela Alemanha foram passadas com Pep Guardiola, no Bayern de Munique. Nesta sua crónica, Philipp Lahm descreve as valias e a pegada que o treinador deixa nas suas equipas com base na experiência que teve com o espanhol, a quem atribuiu uma "paixão que nunca [viu] em mais ninguém" a "ajustar as tarefas e o papel de cada jogador"

  • O luso-cagómetro
    Crónica

    "Em circunstâncias normais, o tiro de Matheus Nunes seriam pontapés no 'cagómetro' leonino, mas o 'cagómetro' não é uma questão de lógica ou de factos, é cultural. Veja-se o Porto. Hoje joga em Moreira de Cónegos. Pode ficar a sete pontos do líder e dizer adeusinho ao campeonato. Alguém acha que há 'cagómetro' no Olival? Nem pensar nisso", escreve Bruno Vieira Amaral