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Stirling Moss (1929-2020), por José Cutileiro: “Um corredor de automóveis tem de se espalhar. Se não, não é um verdadeiro corredor”

1929-2020 Foi o melhor corredor de automóveis do mundo inteiro do século XX e dos 20 anos que já levamos do século XXI. Este é o obituário de José Cutileiro, onde não faltam histórias que se tornaram lendas

Hulton Deutsch/Getty

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Sir Stirling Craufurd Moss (fora armado cavaleiro pela Rainha em 2000, o que lhe dera grande satisfação britânica), que morreu tranquilamente na sua casa de Mayfair, em Londres — “deu mais uma volta ao circuito e depois apagou-se”, disse a mulher —, foi o melhor corredor de automóveis do Reino Unido do século XX ou, melhor dito, foi o melhor corredor de automóveis do mundo inteiro do século XX e dos 20 anos que já levamos do século XXI, tendo entrado em quase toda a espécie de competições (excepto Indianápolis, nos Estados Unidos, onde o pai, dentista mas corredor amador, participara duas vezes), passando entre os vários formatos que foram aparecendo — por exemplo, a Fórmula 3 —, acabando por se fixar na Fórmula 1, tendo em três campeonatos seguidos chegado ao fim em segundo, sempre a seguir a Juan Manuel Fangio em primeiro, mas nunca ganhando algum desses campeonatos (o que, de resto, não viria a preocupá-lo muito: preferia que assim tivesse sido a ter ganhado o campeonato de Fórmula 1 uma vez e não se ter nunca mais ouvido falar nele; o seu caso era, com efeito, muito diferente do do ciclista francês Raymond Poulidor, o eterno segundo de La Grande Boucle, que nunca alguém julgou que a devesse ter ganho, enquanto o caso de Stirling Moss era bem diferente — por exemplo, num Grande Prémio de Portugal, o júri punira Mike Hawthorn por saída de pista às arrecuas, Moss não estivera de acordo, o júri viria a dar-lhe razão, e Hawthorn ganhara o campeo­nato por diferença mínima; se os critérios fossem os de hoje, Stirling Moss teria ganho).

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