Tribuna Expresso

Perfil

PUBLICIDADE
Crónica

Porque é que jogamos futebol? Pela fama, glória, sucesso, entretenimento e espetáculo. Mas nunca haverá equidade absoluta (por Philipp Lahm)

A Tribuna Expresso estreia, em exclusivo para Portugal, uma série de crónicas escritas pelo antigo campeão Mundial da Alemanha, o titulado Philipp Lahm. Nesta coluna, feita em colaboração com a Zeit, o jogador de quem Guardiola disse um dia ser o mais inteligente que alguma vez treinara, compromete-se a analisar o futebol e o seu impacto social, económico e mediático. No texto de hoje, cabem o FC Porto, o Chelsea e a Europa - a Silicon Valley do futebol

Philipp Lahm

A. Pretty

Partilhar

O futebol mudou para melhor. Na década de 1980 artistas como Diego Maradona eram atacados por especialistas em fazer faltas, enviados para o deter. Se forem ver os vídeos ao YouTube ficarão horrorizados. Nessa época, os fins justificavam todos os meios.

Hoje em dia, as rasteiras e entradas brutais são fortemente penalizadas e esse tipo de faltas praticamente desapareceu. A comunidade futebolística internacional concordou com uma abordagem mais rigorosa num processo transparente. Os jogadores devem agora fazer jogo justo e as faltas são vistas como um último recurso. Hoje em dia, o fim é justificado pelos meios. Gostaria de agradecer a todos os envolvidos nesta evolução, da qual eu beneficiei enquanto jogador.

Este exemplo mostra como é importante estabelecer regras que tenham em conta os interesses de todos. Demonstrou ser extremamente benéfico para o nosso desporto, especialmente em jogos internacionais, e permitiu que a Liga dos Campeões se transformasse numa competição brilhante.

Com os quartos de final prestes a começar, vamos tirar um breve momento para pensar: Porque é que jogamos futebol? Pela fama, glória, sucesso – sucesso financeiro também – pelo entretenimento e pelo espetáculo. No entanto, mais do que qualquer coisa, ensina-nos a cooperar e colaborar com os outros.

Artigo Exclusivo para assinantes

No Expresso valorizamos o jornalismo livre e independente

Já é assinante?
Comprou o Expresso? Insira o código presente na Revista E para continuar a ler