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Crónica

A Superliga terá o mérito de acabar com a hipocrisia: o dinheiro não nivela tudo, mas a grana é mesmo assim, ergue e destrói coisas belas

Acontece que os gigantes, cansados de uma aleatoriedade persistente, querem uma liga fechada que os ponha a salvo de acidentes, convencidos de que os adeptos querem é ver os maiores clubes a jogar entre si

Bruno Vieira Amaral

Pérez, Agnelli e Bartomeu (respetivamente presidentes do Real Madrid e da Juventus e ex-presidente do Barcelona)

GERARD JULIEN

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Houve tempos em que os clubes estavam associados a lugares, a cidades, a culturas (operária ou classe média) e às origens dos sócios, corporizavam certos valores. Os clubes representavam pessoas e ideias. O lema do Barcelona, “mais que um clube”, é válido para quase todos os clubes que marcaram o imaginário dos adeptos.

Mesmo circunscrevendo a análise à realidade portuguesa, clubes como o Boavista, Vitória de Setúbal, Salgueiros, Leixões ou Estrela da Amadora, para citar apenas alguns que já conheceram dias melhores (e até poderia ir a um clube que me é próximo, na geografia e nos afetos, como o Barreirense) são muito mais do que clubes.

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