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Crónica

O triunfo de Rúben Dias

"Alguém disse, e com razão, que nos últimos tempos só o Manchester City dá alegrias aos benfiquistas", escreve Bruno Vieira Amaral, a propósito das exibições de Rúben Dias no finalista da Champions

Bruno Vieira Amaral

Matt McNulty - Manchester City

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Enquanto os sportinguistas tiram cachecóis e camisolas Castelões ou Faxe dos armários e se preparam para invadir as ruas do país, quais bárbaros famintos de ouro, os adeptos do Benfica rendem-se a uma meditação sorumbática, zombie, e adotam uma postura de enorme indiferença pela vida e os seus prazeres. Ninguém diria que ainda há uma final da Taça de Portugal para disputar, mesmo que uma final da taça no estádio de Coimbra às oito e meia da noite de um domingo pouco ou nada altere o estado de espírito do adepto desanimado.

Alguém disse, e com razão, que nos últimos tempos só o Manchester City dá alegrias aos benfiquistas. Ederson, João Cancelo, Bernardo Silva e o futuro capitão da seleção e de qualquer equipa da galáxia Rúben Dias: vê-los jogar numa das melhores equipas do mundo e que se arrisca a ganhar uma fabulosa dobradinha Premier-Champions deixa o comum adepto benfiquista a debater-se com sensações contraditórias. O que seria do Benfica se tivesse aproveitado estes jogadores ao máximo, em particular Silva e Cancelo? O consolo da excelência da formação não consola muito porque o adepto sente-se a fazer o mesmo exercício de triunfalismo vicário que censurou aos rivais leoninos durante muitos anos.

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