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Philipp Lahm

Philipp Lahm

Antigo campeão do Mundo de futebol

Na final contra o Inter de Mourinho, nós, do Bayern, fomos derrotados. Nessa altura, todos falavam sobre jogar contra a bola

É sempre preciso alguém que pegue nas ideias dos outros e as enriqueça com as suas próprias ideias, escreve Philipp Lahm, na crónica em que resume como três treinadores de Itália, Portugal e Espanha influenciaram o futebol atual durante as últimas décadas. Até culminarem na final da Liga dos Campeões deste sábado, no Estádio do Dragão, onde Manchester e Chelsea jogarão com "uma mistura de três partes"

Philipp Lahm

Shaun Botterill/Getty

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Tal como a arte, os negócios ou a política, o futebol é moldado por personalidades. O futebol dos dias de hoje é influenciado por três treinadores de Itália, Portugal e Espanha. Isto também será evidente na final da Liga dos Campeões entre o Chelsea e o Manchester City, o ponto alto da época.

Podemos rastrear a inovação decisiva até Arrigo Sacchi. Foi ele quem inventou o sistema operativo que ainda é válido nos dias de hoje, a Microsoft do futebol, sem o qual nada funciona: a marcação por zona orientada para a bola. Com esta forma coletiva de defender, transformou o AC Milan, em torno dos notáveis individualistas Franco Baresi, Paolo Maldini, Ruud Gullit e Roberto Donadoni, na equipa mais forte do mundo. Atingiram o seu apogeu em 1989, com uma goleada ao Real Madrid por 5-0 nas semifinais da Taça dos Campeões Europeus e, na final, o Steaua Bucareste, vencedor em 1986, por 4-0, com a futura estrela mundial Gheorghe Haghi.

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