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O culto da derrota

O escritor Bruno Vieira Amaral fala sobre a queda da seleção sub-21 (ou de "esperanças", como ele prefere dizer) e de como as derrotas exigem uma certa arte, um saber perder, não no sentido do desportivismo, mas como se a ela fosse um ofício com ferramentas e conhecimentos próprios, que Portugal bem conhece, não fosse esta a terceira final desbaratada

Bruno Vieira Amaral

DeFodi Images

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Se a derrota é a escola do carácter, a nossa seleção de “esperanças” (ou, como mandam as organizações, sub-21, embora eu prefira “esperanças” ou, em alternativa, “promessas”) é a faculdade. Três finais, três finais perdidas. Nem a “Geração de Ouro”, a primeira a chegar ao jogo decisivo, pôde fazer melhor e lá teve de se contentar com o paliativo prateado dos segundos lugares que no futebol, ao contrário do atletismo, não contentam nem aliviam. Três finais perdidas, dizia eu, duas por 1-0, outra nos penáltis, exigem uma certa arte, um saber perder, não no sentido do desportivismo, mas como se a derrota fosse um ofício com ferramentas e conhecimentos próprios.

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