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Neno no Maracanã

Na primeira vez que Bruno Vieira Amaral viu um jogo ao vivo, no velho Estádio da Luz, quem estava na baliza era Neno, o guarda-redes que mais gostou de ver sofrer golos com a camisola do Benfica. Mas escreve, sobretudo, sobre uma derrota que Portugal foi sofrer ao Brasil, em 1989 - que Neno se tornou "o primeiro guarda-redes negro a defender a baliza da seleção". Em 2021, ainda é o único

Bruno Vieira Amaral

Steve Morton - EMPICS

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Depois de receber a notícia da morte de Neno, comecei a pensar nos jogos mais importantes que ele tinha feito com a camisola do Benfica. E esses jogos coincidem com os melhores momentos do Benfica no início dos anos 90: a vitória nas Antas do guarda Abel com dois golos de César Brito, o triunfo em Highbury Park contra o Arsenal, os 5-2 na final da Taça de Portugal contra o Boavista, um dos jogos da vida de Futre e o melhor que fez no Benfica, o empate a quatro em Leverkusen, o 6-3 em Alvalade.

Neno foi titular em todos esses jogos (e em muitos outros, claro, como a tareia que levámos do Vitória de Setúbal em 1993) e, dado curioso, só não sofreu golos naquele famoso jogo das Antas. Por isso é que digo que Neno foi o guarda-redes que mais gostei de ver a sofrer golos com a camisola do Benfica.

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