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Crónica

Pardais e aves de rapina

A vitória na Supertaça também serviu para arrefecer os ânimos daqueles que justificaram a vitória do Sporting no campeonato com um conjunto irrepetível de fatores – pandemia, ausência de público nos estádios, calendário suave – e esperavam que, agora, com o pesado estatuto de campeão nacional, o Sporting aparecesse na sua versão pré-pandémica, cheio de dúvidas, hesitações, velhos temores

Bruno Vieira Amaral

RUI DUARTE SILVA

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Há quem beba para afogar as mágoas, para esquecer traições e tristezas. O Sporting ganha títulos. O desafio de Frederico Varandas para o próximo mandato (alguém duvida que haverá um próximo mandato?) será a ampliação do museu e a contratação de uma gráfica competente capaz de atualizar o número de conquistas no autocarro. Pergunta o adepto leonino: mas de que mágoas estará o cronista a falar? Ora, a mágoa da saída de João Mário para o rival.

Se não foi uma saída traumática muito se deve ao momento do clube, e não só da equipa de futebol. E deve-se também à postura de Rúben Amorim que se recusou a fazer do assunto uma tragédia. Mas os adeptos, apesar de toda a felicidade, não perderam a oportunidade de lembrar que, afinal, João Mário não era assim tão importante. A exibição e o triunfo contra o Braga deram-lhes o ensejo de arrumar o médio na gaveta das boas recordações com travo amargo no fim.

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