Tribuna Expresso

Perfil

PUBLICIDADE
Crónica

João Patrão com oxímetro nos pés

É obrigado a conceder ao amigo que o “patrão” soa a exagero. Bruno Vieira Amaral diria que em Palhinha está um supervisor de turno bastante competente, que põe ordem na linha de montagem e faz com que os restantes operários pareçam um bocadinho melhores. O mesmo amigo trouxe à baila João Mário, o transplante cerebral ocorrido este verão que, quando tem a bola, os companheiros e até os adeptos parecem mais inteligentes. E respiram melhor

Bruno Vieira Amaral

ANP Sport

Partilhar

Um amigo sportinguista, com dose aceitável de malícia, pergunta-me o que tenho achado de João Mário no Benfica. Tenho de ver onde ponho o pé. Um elogio hiperbólico merecerá o sarcasmo do meu amigo. A desvalorização do médio será recebida com ceticismo, um “pois, pois” que será o início de um desfiar de queixas e lamentações, “no Sporting não prestava” ou “o Fernando Santos agora já o quer na seleção”, para terminar com um elogio um tanto contrariado à excelsa formação leonina.

Para evitar a choradeira, limito-me a uma tíbia observação estética, também não isenta de malícia: “a camisola vermelha assenta-lhe na perfeição.” Quem disse que um sportinguista desiste com facilidade? Lá vem nova investida: “Agora é o João Patrão!”, disse o meu amigo, lembrando a primeira página de um jornal desportivo na semana passada. “O melhor é darem-lhe já a Bola de Ouro!” Sou obrigado a conceder que o “patrão” soa a exagero. Eu diria que está ali um supervisor de turno bastante competente, que põe ordem na linha de montagem e faz com que os restantes operários pareçam um bocadinho melhores.

Artigo Exclusivo para assinantes

No Expresso valorizamos o jornalismo livre e independente

Já é assinante?
Comprou o Expresso? Insira o código presente na Revista E para continuar a ler