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Crónica

Ralhetes, puxões de orelhas e confissões de impotência

Depois de uma primeira jornada da Champions em que só se ouviu falar do ADN e do pedigree do FC Porto, ainda custa mais ter de explicar uma goleada em casa: é o mesmo que andarmos a elogiar o nosso filho aos vizinhos pelos excelentes resultados escolares e na semana seguinte ele aparecer em casa com um 6 a Matemática. Três goleadas consecutivas em casa, mesmo contra um super-Liverpool, é coisa para tirar qualquer um do sério, sobretudo alguém que se tira frequentemente a si mesmo do sério, escreve Bruno Vieira Amaral

Bruno Vieira Amaral

FERNANDO VELUDO/LUSA

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Facto: ninguém gosta de ser goleado. Nem José Mourinho, nem o treinador do União de Lamas, nem Jürgen Klopp (que na época passada levou sete do Aston Villa), nem o treinador do Elétrico de Ponte de Sor. Nenhum gosta de apanhar uma cabazada. Mesmo com atenuantes: a diferença entre plantéis, o desequilíbrio económico, as lesões, uma noite infeliz do guarda-redes. Não seria o treinador do Porto a constituir a exceção.

Em variadíssimas ocasiões, assistimos às demonstrações apopléticas do mau perder, e até do mau empatar, de Sérgio Conceição. De seguida, ouvimos o mesmo relambório de sempre: ele é mesmo assim, não vai mudar, é a cultura do Porto, o ADN do Dragão, os jogadores só vão lá com raspanetes, têm de perceber que isto é o Porto, etc, etc, etc. Nada de novo, portanto. Já na passada terça-feira tivemos direito, creio que pela primeira vez, a uma exibição de “mau goleado”. E, como foi repetido até à exaustão, as últimas visitas do Liverpool ao Dragão já deveriam ter preparado o espírito dos portistas, incluindo o do seu treinador, para mais uma goleada.

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