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Como Bruno Lage e Riade parecem tão ligados: 30 anos do primeiro grande título

Há um ‘adR’ (antes de Riade) e um ‘ddR’ (depois de Riade), quando fomos campeões do mundo pela primeira vez. É tempo de o futebol português se reconciliar com a história e perceber a importância do futebol de formação

Rui Santos

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Riade foi a capital da revolução do futebol português, a expressão máxima de um trabalho que começou uns anos antes e, por isso, bem se pode dizer que Riade começou no eixo França-Checoslováquia, em ambientes tão distintos como a crua mas maravilhosa Bretanha, das ostras e dos frutos do mar e a sedutora Morávia-Silésia dos cristais, pois foi nos Europeus de sub-16 (1987-França) e de sub-18 (Checoslováquia-1988) que se tornou mais claro o processo de construção da seleção campeã do mundo em território saudita.

Tudo começou, aliás, em parte mais ou menos incerta quando, a partir de 1985, a Federação Portuguesa de Futebol (FPF) consentiu que se demolisse o edifício que dava cobertura a uma mentalidade pobrezinha a rodear os jogadores mais jovens. Não havia organização (ainda me lembro do ‘escândalo das idades’ quando levámos à UEFA uma equipa com uma média de idades superior àquela que os regulamentos estipulavam); não havia uma mentalidade ganhadora e o discurso era, depois das derrotas, invariavelmente “jogar para aprender”. Mentalidade de país periférico, ainda a aprender a viver em democracia, agarrado no futebol aos seus atrasos infraestruturais, uma vez que ainda estava por chegar aos clubes a ‘era das academias e dos centros de treino”.

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