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Como Lage ganhou o clássico: a análise definitiva

Bruno Lage começou por ganhar os jogadores, depois os adeptos e Luís Filipe Vieira e pode ter vencido no Dragão o primeiro troféu. Faltam-lhe dez finais, tem o conforto de poder empatar uma delas e conseguiu aquilo que muitos achavam impossível: uma recuperação épica com uma equipa que estava muito fragilizada. Frente ao campeão, no estádio do campeão em título, e que até teve a renovação de Sérgio Conceição a aportar um estado ainda mais emocional - de confiança - ao lado portista do clássico, fez vingar as suas ideias. Luís Mateus explica-lhe como

LUÍS MATEUS

OCTÁVIO PASSOS / EPA

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A identidade do novo Benfica assenta, como o próprio já definiu, na palavra “equilíbrio”. Equilíbrio na construção, em triangulações, que permitem aos jogadores várias soluções de continuidade e ao mesmo tempo estarem alinhados para a reação à perda, que na era Lage é bem imediata e incisiva. Sem bola, a ideia é ter equilíbrio numa pressão alta, que aumenta de intensidade mediante o local onde esta se encontra, bem como o adversário. Cada jogador sabe onde deve estar se um companheiro ocupar circunstancialmente aquele que seria o seu posicionamento, o que garante em teoria uma transição defensiva feita com coerência.

Só que, na ótica do treinador, apenas isto não seria suficiente para vencer no Dragão. Havia que adaptar a identidade ao adversário, o plano de jogo teria de ser polido, como parece ser em cada partida. Eram de esperar bolas nas costas, um jogo portista bem mais vertical e direcionado para Marega, mas também uma pressão bem forte sobre o jogo interior encarnado, em cima da maior lentidão de Gabriel e Samaris, ainda voltados de costas para a baliza de Casillas.

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