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Como é que me perdoo?

Florenzi chorou intensamente depois de cometer um penálti desnecessário contra o FC Porto em noite de Liga dos Campeões, numa falta que custou a eliminação da Roma. Paulo Madeira, Tuck e Jorge Silvério ajudam-nos a perceber a anatomia do erro e a maneira de derrotar o sentimento de culpa

Hugo Tavares da Silva

Alessandro Florenzi, defesa da Roma, ficou ligado ao apuramento do FC Porto na Liga dos Campeões depois de cometer um penálti

José Coelho/EPA

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Tuck nunca mais esqueceu o penálti falhado contra o Sporting no Adelino Ribeiro Novo. Paulo Madeira, depois de acertar na “orelha da bola” e isolar um avançado do Boavista na Luz, idem. Quem joga futebol vive no abismo entre o certo e errado. Glória e pecado. Viajemos então à boleia da nuvem que precipitou as lágrimas de Alessandro Florenzi, o defesa da Roma que cometeu o penálti decisivo contra o FC Porto, na Liga dos Campeões, e sentenciou o fado da sua equipa. O que é que se faz para acomodar a angústia?

“O Gil Vicente pretendia acabar com o sofrimento, a equipa precisa de dois pontos para ficar na divisão maior. O Gil Vicente fechou a porta aos 10 minutos quando falhou um penálti…”, ouve-se no resumo da RTP daquele Gil Vicente-Sporting, em abril de 1996. Vidigal derrubou Carlitos, que seguia isolado, e viu o vermelho direto. Costinha, o guarda-redes dos ‘leões’, entregou a bola a Tuck, o camisola 8. Bola para a direita, Costinha, bem esticado, para a direita. Grande defesa. Tuck levou as mãos à cabeça e, a seguir, agarrou-se ao poste. Estava desolado.

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