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É favor evitar títulos com traumatismo, caro Portugal

Vem aí o Euro mais extravagante, o das 12 cidades, e será a viajar pela Europa que Portugal terá de defender o seu título, conquistado há quase três anos com uma série de empates, prolongamentos e penáltis a desempatar, e o tal pontapé de um anti-herói a carregar confiança sobre-humana e, provavelmente, o recalcamento dos desejos frustrados de 2004, mas também de 1984, 2000, 2012. Antes, porém, há uma fase de qualificação para vencer, que começa já com embates na Luz frente a Ucrânia (primeiro) e Sérvia (depois). Luís Mateus analisa o adversário do embate inicial

LUÍS MATEUS

Mário Cruz / Lusa

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É verdade que teremos sempre Paris, mas a palavra que raramente juntamos à nacionalidade portuguesa – “campeões” – irá ser agora ainda mais lembrada a cada jogo, a cada golo contra e a cada imperfeição. A defesa desse momento histórico, desse pontapé do patinho feio Éder, que desbravou um mar de traças mortas e vingou milhares de emigrantes num estádio a agitar bandeirinhas e a gritar em quase uníssono “Allez les Bleus”, começa já na fase de apuramento. À frente da seleção de todos nós está um caminho aparentemente acessível e que lhe acrescenta favoritismo: Ucrânia, Sérvia, Lituânia e Luxemburgo.

É verdade que, se correr mal, há sempre um “play-off” entretanto garantido via Liga das Nações, mas a acontecer algo diferente do primeiro lugar e do apuramento direto irá sempre deixar amargos de boca a Fernando Santos e companhia. Se as comparações entre as várias seleções, sobretudo com a ucraniana e a sérvia, são sempre favoráveis a Portugal, é igualmente verdade que os conjuntos liderados pelo Bola de Ouro de 2004 Andrii Shevchenko, hoje selecionador, e por Mladen Krstajic atravessam fase de crescimento. A prová-lo está a prestação de ambos na Liga das Nações, com a Ucrânia a vencer um grupo com República Checa e Eslováquia e a garantir o apuramento para a liga principal, e a Sérvia a ser igualmente mais forte do que Roménia, Montenegro e Lituânia e a ascender à liga B. Ou seja, cautelas e caldos de galinhas nunca fizeram mal a ninguém. É a altura de o provérbio ajudar.

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