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E-Toupeira: juiz critica Ministério Público por não ter investigado SAD do Benfica

Rui Teixeira diz que a investigação seguiu um “raciocínio tipicamente policial” e que o MP não conseguiu provas para acusar a SAD encarnada, porque se baseou no “parece que”, “suponhamos” ou “é da experiência comum”

Pedro Candeias e Rui Gustavo

O Benfica foi definitivamente ilibado Foto PATRICIA DE MELO MOREIRA / AFP / Getty Images

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O trabalho da Polícia Judiciária e do Ministério Público na investigação ao caso “E-Toupeira” é alvo de críticas diretas do juiz Rui Teixeira no acórdão que ilibou definitivamente a Benfica SAD de qualquer responsabilidade no processo. No acórdão a que o Expresso teve acesso, o juiz desembargador diz que os investigadores partiram de um raciocínio do tipo “só faz sentido o arguido Gonçalves agir da forma que o fez porque era do interesse da Benfica SAD, donde pela normalidade da vida, foi a Benfica SAD quem pediu as informações e desde sempre soube do sucedido ou, pelo menos, alheou-se da forma como informação seria obtida”.

Rui Teixeira argumenta que, por outro lado, e sem qualquer prova concreta ou “mesmo indiciária”, poder-se-ia pensar que “o arguido Gonçalves queria tanto ficar bem perante os patrões, mostrar tanto serviço que, à revelia destes, armou todo este esquema de ligações de forma a fazer um brilharete”.

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