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Pedro Proença: “Depois desta catástrofe, o futebol vai mudar, porque vivemos numa bolha especulativa com grandes assimetrias”

O presidente da Liga, em entrevista exclusiva ao Expresso, fala sobre suspensões de campeonatos, recalendarizações e a (quase) certeza de haver um campeão definido esta época

Pedro Candeias e Rui Duarte Silva

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Pedro Proença está isolado em Lisboa, longe da família, que se encontra recolhida noutro canto de Portugal. É sentado à sua secretária que, por videochamada, esclarece às dúvidas que se levantam no momento em que o futebol português se encontra suspenso por tempo indeterminado. O presidente da Liga garante que a época não acaba sem um campeão nacional — mas não sabe dizer quando tudo recomeça.

A primeira pergunta é a que, imagino, todos lhe fazem: há campeão este ano?
Bom, a sociedade está toda em suspenso, não é só o futebol, são todas as indústrias. Estou convicto de que, segundo os traços evolutivos que nos são passados pela Direção-Geral da Saúde [DGS], temos condições para terminar a Liga esta época. Faltam 10 jornadas, há uma grande vontade por parte de toda a gente para terminar estas competições. Obviamente, isto é tudo muito prematuro ainda. Mas, tendo a UEFA adiado o Europeu para 2021, abrindo-nos uma janela de oportunidade de 45 dias para completar as competições, penso que há calendário suficiente para terminar as competições profissionais (I e II ligas). A UEFA decidiu que se devia dar prioridade aos campeonatos nacionais, e isso é importante, porque é preciso saber quem é o campeão, quem vai à Liga dos Campeões, quem vai à Liga Europa, quem são as equipas promovidas e as despromovidas. De outra forma, seria o caos.

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