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Bundesliga: a placa de petri da bola

A Alemanha é a primeira experiência de laboratório para as ligas europeias em tempo de covid-19. Recomeça hoje

Diogo Pombo

Dortmund-Schalke (14h30 portuguesas) é o jogo grande na reabertura do campeonato

TF-Images/Getty Images

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É assim: o dia acorda, são 7h e chegam os tratadores de relva, os seguranças e os responsáveis técnicos do estádio. Passam duas horas, surgem os técnicos do VAR e o pessoal que monta o sistema. Às 11h pode aparecer quem trabalha nas operadoras de televisão com o material, os analistas de vídeo com os seus computadores, os bombeiros com os veículos de emergência. Também é hora para virem os médicos, os agentes da polícia, os treinadores, os adjuntos e o resto das equipas técnicas. O relógio bate nas 13h, faltam 120 minutos para o jogo, abre-se a comporta para nova enxurrada programada de gente: venham os 22 jogadores, os 18 substitutos, os cinco árbitros, os quatro apanha-bolas, o par de agentes do antidoping da Liga, os 10 jornalistas e os três fotógrafos. Virão de autocarro, separados lá dentro por 1,5 metros, ou sozinhos em carro próprio. Boleias não são permitidas.

Virão outras gentes, de outros ofícios, mas hoje, às 14h30 (Eleven Sports 1), quando o Borussia-Schalke 04 arrancar, só um máximo de 300 pessoas poderá estar em simultâneo no Signal Iduna Park, estádio em Dortmund onde cabem 81.365 almas de uma vez só em circunstâncias normais, no país onde aglomerados com mais de 20 pessoas ainda não são permitidos em espaços públicos.

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