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Arrentela by the sea

Bruno Lage está a prazo no clube e sabe disso - se empatar ou perder com o Marítimo, sairá pelo próprio pé. Mas quer uma derradeira oportunidade para fechar a época com dignidade. A falta de alternativas, a pressão mediática e a convicção do treinador emperram uma saída limpa, para já

Pedro Candeias e Hugo Franco

Há semanas, Bruno Lage foi ver o mar com Vieira em Portimão e foi “tranquilo”. A intranquilidade está agora no Seixal

Getty Images

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Há um cheiro a reminiscência no ar, e é provável que tenha a ver com a água do Tejo na zona baixa da Arrentela, a cinco minutos do Centro de Estágios do Benfica. Tal como em novembro de 2018, é lá que se discute a continuidade de um treinador de futebol com o campeonato em pleno andamento. Da primeira vez, Rui Vitória foi salvo por uma luz que deu a Luís Filipe Vieira; desta vez, e depois de um retemperador passeio a dois para ver o mar de Portimão, ainda não foi dada qualquer explicação para o aparente voto de confiança presidencial quando todos os sinais indicavam que Bruno Lage sairia do clube após a derrota (3-4) com o Santa Clara.

São as duas vitórias em 12 jogos (pior só em 2000-01, a época do 6º lugar), os cinco encontros seguidos sem triunfos na Luz (nunca acontecera) e a conferência de imprensa disparatada: após a derrota com os açorianos, Lage acusou os jornalistas de serem pagos em almoços, jantares e viagens para promoverem ao mesmo tempo a sua queda e a subida de outro. Lage foi vago nas insinuações, mas referia-se obviamente a Jorge Jesus, com quem Luís Filipe Vieira mantém uma relação demasiado próxima para os gostos do ainda treinador do Benfica. Uma fonte próxima de Lage diz ao Expresso que ele está “arrependido e triste” e que “aquilo lhe saiu”, só que o mal está feito. E é irreparável.

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