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A manhã em que o Robocop pôs Ricardo Rocha em fuga e a tarde que ainda hoje Futre não consegue explicar: histórias da Taça no dia da Taça

A final da Taça de Portugal de hoje será apenas a 10ª entre FCP e Benfica, mas jogar-se-á, pela segunda vez, fora do Jamor

Diogo Pombo

Simão e Hélder celebram o triunfo sobre o FC Porto na última final da Taça disputada entre os clubes, em 2004

Marcos Borga/REUTERS

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Era a tarde antes da final, em 2004, a equipa do Benfica estava concentrada, todos juntos, bolha cerrada e foco no que vinha ali. Para descontrair, Ricardo Rocha partilhou um jogo de cartas, o burro, para entre ele, Fernando Aguiar, Tiago Mendes e Carlos Bossio verem quem era o primeiro a ter quatro cartas iguais na mão. “A dada altura, comecei a gozar com o Fernando, a quem o jogo por várias vezes não estava a correr bem, e de repente ele ficou demasiado nervoso”, conta ao Expresso o antigo defesa central.

O corpulento médio, alcunhado de ‘Robocop’, “levantou a mesa”, atirou-a para o chão, começou a dizer que batia em toda a gente. “Tive de fugir pelo corredor, a rir-me. O Tiago só se ria e o Fernando Aguiar estava maluco”, recordou, entre mais risos, sobre o episódio que “acabou por ser um bom prenúncio”, leu o ex-internacio­nal português nas linhas tortas dos bons augúrios: o Benfica venceria o Futebol Clube do Porto, campeão europeu, por 2-1, após prolongamento, com golos de Fyssas e Simão, contra o de Derlei.