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Crónica de um adiamento anunciado

A Liga arranca com um revés logo à 1ª ronda, com o adiamento do Sporting-Gil Vicente. Entre as duas equipas há 31 elementos infetados

Rúben Amorim é um dos já 12 infetados com covid-19 no Sporting

RICARDO NASCIMENTO/LUSA

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O primeiro caso foi detetado a 8 de setembro. E daí para cá, o surto de covid-19 no Gil Vicente não parou de crescer: há 19 casos confirmados, 11 deles em atletas, mais oito no staff, incluindo o treinador, Rui Almeida. A semana, a última antes do arranque do campeonato, frente ao Sporting, foi feita de incerteza: todo o plantel ficou em quarentena de sexta-feira da semana passada até terça-feira. Os jogadores disponíveis ainda voltaram aos treinos na quarta-feira, depois de testarem negativo, mas à noite já as autoridades de saúde obrigavam o clube a suspender novamente os trabalhos. No dia seguinte, chegava o parecer da ARS Norte, secundado pela autoridade de saúde nacional: “Não estão reunidas as condições necessárias” para a realização do Sporting-Gil Vicente.

Viajemos para sul, onde o cenário não foi mais fácil. No domingo, a confirmação de três casos positivos no plantel do Sporting levaram a Direção-Geral da Saúde a não permitir a realização do jogo de apresentação dos leões, com o Nápoles. E tal como em Barcelos, o número de casos de covid-19 foi aumentando ao longo da semana — o Sporting tem 12 casos ativos, nove em jogadores e outros três na estrutura técnica, entre os quais o treinador Rúben Amorim e o médico João Pedro Araújo.