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“Debato com Vieira onde, quando e como ele quiser. Que não se esconda atrás dos três porta-vozes”

João Noronha Lopes tem 54 anos, é gestor e liderou vários departamentos da McDonald’s internacional durante anos. Agora, quer ser presidente do Benfica e conta com o apoio de Ricardo Araújo Pereira, Pedro Adão e Silva, Pedro Norton ou Pedro Ribeiro nesta campanha, que culminará com as eleições no final de outubro. Porque diz que o clube “não aguenta outro mandato de Vieira”

Pedro Candeias e Nuno Botelho

Noronha Lopes, gestor, candidato à presidência do Benfica com o slogan "A Glória é Agora"

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Foi ou não contactado por Luís Filipe Vieira para fazer parte da lista dele?
Existiu um almoço entre mim e Luís Filipe Vieira em que ele me convidou para ser vice-presidente do Benfica. Ele ligou-me primeiro, eu disse-lhe que não estava interessado e que também não o apoiaria; ele insistiu, e no almoço disse-lhe que não ia fazer parte das suas listas e apresentei as minhas razões. Mesmo depois de eu ter dito que não, ele prometeu-me um lugar na sua presidência, porventura seguindo uma estratégia que seguiu antes para anular oposições. Mas isso não funciona comigo.

Um dos porta-vozes da campanha de Luís Filipe Vieira acusou-o de oportunismo por revelar o convite nesta altura.
Eu estou a dizer a verdade. Luís Filipe Vieira terá outra versão. Os benfiquistas que decidam quem está a dizer a verdade ou está a mentir.

Que razões apresentou para não aceitar o convite?
Estas: o Benfica tem de se focar no sucesso desportivo, tem de ter os só­cios dentro do clube e tem de ser mais transparente e mais credível do que aquilo que é hoje.

Sobre a credibilidade, refere-se à acusação imputada a Luís Filipe Vieira na Operação Lex?
Não vou fazer comentários sobre casos de Justiça ou que estão em tribunal. O que eu digo é que quero um Benfica que tenha títulos desportivos e não títulos nos jornais, que não tenha de estar sempre a defender-se de coisas que nada têm a ver com o futebol. Os dirigentes têm de ser escrutinados, nós queremos e seremos escrutinados pelos sócios.

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