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Sozinhos em casa entre Paredes: reportagem num dos concelhos mais afectados pela pandemia, que este sábado recebe o Benfica

União de Paredes recebe o Benfica 35 anos depois, em recolhimento obrigatório. É preciso ter azar, atiram os sócios

Isabel Paulo e Rui Duarte Silva

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A única vez em que o União Sport Clube de Paredes jogou com o Benfica foi nos idos de 1985. Perdeu por 3-0 no estádio de Pena­fiel, mas houve festa rija, e, mesmo que David não tenha tombado Golias, o encontro de outros tempos é até hoje recordado com saudosismo: Paredes tem a maior Casa do Benfica fora da capital. Amanhã à noite, dia de recolher obrigatório a partir das 13h, o clube do Campeonato de Portugal com uma mão-cheia de jogadores amadores recebe a equipa milionária de Jorge Jesus. Acontece no concelho que regista mais de dois mil casos ativos de covid-19, o quinto mais afetado do país por 100 mil habitantes.

Sem público nas bancadas e ordem para ficar em casa, a terceira eliminatória da Taça joga-se em clima de confinamento total, mesmo que em campo e lá em casa a vontade dos discípulos do treinador Eurico Couto não conheça restrições: é, como se diz, para vencer. Apesar de José Alexandre Almeida acreditar que não haverá ajuntamentos à chegada do autocarro do Benfica, o presidente da Câmara de Paredes vai reforçar a fiscalização da Polícia Municipal para acautelar a tentação dos adeptos de verem de perto Darwin, Rafa e companhia à entrada da Cidade Desportiva numa terra de dois amores.