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Rúben pegou no que Jesus lhe ensinou. E evoluiu

O Sporting-Benfica de segunda-feira é o primeiro duelo de ideias entre pupilo e mestre, que trabalharam juntos durante sete anos. Estas são as histórias que ficaram, contadas pelos homens que os conheceram quando um era o jogador do outro

Lídia Paralta Gomes

O treinador da Amadora a preparar um treino sob o olhar de um jovem jogador, no Benfica

MáRIO CRUZ / LUSA

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A primavera/verão de 2006 foi agitada ali para os lados de Belém. No final da época, o Belenenses havia descido de divisão e Jorge Jesus era o homem escolhido para reverter o tombo de um dos históricos do futebol português. O Caso Mateus atalhou caminho: o Belenenses ficaria afinal na 1ª divisão e à disposição o treinador tinha um plantel pejado de jogadores experientes, como Silas, Zé Pedro, José Sousa ou Gaspar, temperado com vários jovens. Um deles chamava-se Rúben Amorim.

O médio, então com 22 anos, levava já dois anos completos como sénior e na altura não tinha maneira de saber, mas estava ali o técnico que mais o influenciaria. Uma ligação de sete anos, divididos por Belenenses e Benfica, feita de “altos e baixos” a nível pessoal — o próprio Amorim o confirmaria nestas mesmas páginas numa entrevista em 2017 — mas talvez decisiva para que segunda-feira ambos estejam em bancos opostos no dérbi Sporting-Benfica (21h30, Sport TV1). É o primeiro duelo entre ambos e logo num jogo grande.