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Superliga: O fim de uma coisa ou o início de outra coisa qualquer?

O projeto dos superclubes durou três dias turbulentos e todas as convenções foram ameaçadas por um grupo de dissidentes. O processo foi rápido, doloroso, mas será que terminou? Bastidores, números e contas

Pedro Candeias

Adeptos do Chelsea

NEIL HALL/epa

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Quando várias fortunas acumuladas se juntam num mesmo espaço para avisar que as coisas vão mudar, o melhor é prestar atenção, porque a probabilidade de isso acontecer — e de isso acontecer depressa — é elevada. Esta história é só mais um exemplo: nasceu uma ideia, apresentaram-se os milhões, o processo acelerou, houve um desfecho. Foi tudo rapidíssimo, aconteceu em 72 horas, e este texto acaba mesmo antes de começar. E foi assim.

No domingo, uma dúzia de rebeldes anunciou a criação da Superliga Europeia de Futebol, que seria disputada num circuito fechado, sem despromoções, um clube exclusivo para membros residentes, que jogariam uns contra os outros, mais cinco contemplados que entrariam a convite, segundo critérios pouco específicos. A terra abanou, era normal que assim fosse: os signatários eram o Real Madrid, Atlético de Madrid, Barcelona, Manchester City, Manchester United, Liverpool, Chelsea, Tottenham, Arsenal, Juventus, AC Milan e Inter de Milão; objetivamente, 12 dos 15 clubes mais ricos do mundo.