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Diogo Faro

Quando os pequenos são grandes (na final do Mundial Diogo Faro vai torcer pela seleção David-Djaló-Leicester-Isaltino)

De um lado a França, o Golias-Lukaku-grandes clubes ingleses-bom senso em Oeiras, do outro a Croácia, o David-Djaló-Leicester-Isaltino: é assim que Diogo Faro antecipa a final do Mundial 2018 (16h, RTP1)

Diogo Faro

YURI CORTEZ

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A História está repleta de exemplos destes. Pequenos – na nossa parca e míope perceção - que derrotam os que nos – erradamente – parecem tão grandes. David e Golias, clássico. Para terem uma referência de tamanhos, seria como o Djaló contra o Lukaku e o Djaló ganhar (eu sei, eu sei, utópico). Ou, por exemplo, Leicester campeão de Inglaterra, derrotando todos os grandes. Ou ainda, aquele que para mim é o maior exemplo de todos estes casos, a vitória de Isaltino Morais nas últimas autárquicas. Uma pessoa sozinha que conseguiu derrotar todo o bom senso, sentido ético e moral público e orgulho cívico do conselho de Oeiras. É obra. Lá está, “roubou, mas ao menos deixou obra feita” – ditado popular muito antigo de Oeiras.

Focando-nos no futebol, volta e meia temos casos destes. E particularmente no Mundial, há algo em mim que me faz sempre torcer por aqueles que à partida parecem ter menos hipóteses. Ou seja, um bocado como a minha vida toda enquanto sportinguista. Quero sempre que o Senegal ganhe os seus jogos, assim como a Nigéria, o Vietname, as Ilhas Fiji, o Camboja, Madagáscar, o Suriname, Trinidad e Tobago e se calhar já me estou a esticar a inventar países que mal jogam à bola, mas vocês percebem onde quero chegar.

Assim que Portugal foi eliminado pelo Cavani, o meu apoio passou total e automaticamente (e acredito com muita força que eles o sentiram porque eu sou muito importante para o mundo) para as selecções da Bélgica e da Croácia. Mesmo contando com grandes jogadores, a maneira como aqueles meninos de ambas as equipas se apresentaram a jogar à bola faz com que qualquer apreciador do jogo queira torcer por eles. Acrescento até que a Bélgica deve ter sido o país mais entediante e sem jeito nenhum que já visitei, mas a sua equipa a jogar é empolgante na medida inversamente proporcional. Fiquei triste quando foram eliminados, não vos minto.

Portanto, dos supostos grandes, tombaram a Alemanha, Argentina, Portugal (podemos considerar grande tendo em conta o plantel e o título europeu), Inglaterra e Brasil, e a Holanda e a Itália nem sequer foram. E bem, que todas estas equipas aparecem nos Mundiais sempre com a garimpa levantada (gosto desta expressão e estou contente por ter arranjado contexto para a usar) e acham que mandam no futebol todo.

Mas agora ficou a França, o Golias-Lukaku-grandes clubes ingleses-bom senso em Oeiras, contra a Croácia, o David-Djaló-Leicester-Isaltino.

Adivinhem por quem vou torcer ardentemente.