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Diogo Faro

A reação que o corte de cabelo de Ristovski quer provocar: "Vamos lá ter cuidado com as investidas que esta malta toda é fã do Estaline"

Este cronista tem, igualmente, uma sugestão a fazer a quem for o próximo presidente do Sporting, no seguimento de uma ideia que propõe a William Carvalho, para o convencer a regressar: "Mete-se no teu contrato que tens conta aberta para sempre no Guilty, o que quiseres"

Diogo Faro

Gualter Fatia

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Salin

Escrevo isto directamente do Paredes de Coura. Mesmo especificamente do festival Vodafone Paredes de Coura, no qual estou quase o tempo todo com o copo na mão. E a cada copo de cerveja, gin ou whisky, eu seguro-o com amor, com firmeza, quase como se fosse um filho. O Salin bem que me podia ter como exemplo e fazer o mesmo com a bola. Bem sei que durante o jogo lá teve uma defesa ou outra relevante, mas não me apagou do coração a dor de o ver deixar o filho sair dos braços daquela forma. #sad, diria o Trump.

Ristovski

Segunda jornada e apruma o seu estilo capilar soviético. Rapou o cabelo para tentar intimidar os adversários, “ui, vamos lá ter cuidado com as investidas que esta malta toda é fã do Estaline”. É capaz de ter resultado, que até se safou mais ou menos, mas ainda não me convenceu.

Coates

É ambicioso. É aquele central que é central porque é efectivamente bom no seu trabalho, mas o seu sonho era ser um número 10 e distribuir jogo o resto da vida. Viram aquele toque, aquele rodopio, aquela roleta, à Zidane? Não correu bem porque o homem não foi feito para ser ser 10, mas a central está sempre a jogar em casa.

Mathieu

Eu sei que a muitos portugueses custa muito reconhecer que os franceses são pessoas decentes. Que são pessoas, até. Não entendo bem porquê, mas o facto é que há de facto uma xenofobia (complexo de inferioridade?) em relação àqueles javardos arrogantes. Mas uma coisa é certa, é o patrão da nossa defesa. O homem não tem emoções, mas também não tem pruridos. A casa é para estar bem varrida.

Jefferson

Não acho que seja o mesmo Jefferson. Voltou menos animado, não é o mesmo Jefferson daquela célebre conferência de imprensa onde estava tão solto a ser apresentado ao lado do Bruno de Carvalho. Falta-te essa soltura, essa alegria de jogar. Não comprometeu, mas também não fez o seu forró viver.

Acuña

Este é outro. Ó menina, eu sei lá se é os chineses, se é o ca****, já dizia a outra senhora. Mas o facto é que também não sei porque razão é que o Acuña nos aparece este ano com a atitude que eu tinha no início de cada ano na escola. Até voltava com vontade de ver os amigos, mas essa parte de ter de voltar a trabalhar é que já demorava bastante a arrancar. E hoje, na Lição nº2, já esteve mais atento, mas ainda não voltou de férias.

Battaglia

O Rodrigo fala a mesma língua do Marcos, que é argentino. E se não basta ao Marcos olhar para a forma como o seu compatriota se apresenta em campo, então que o Rodrigo tenha uma conversa séria com ele, lá na língua deles (muito bonita, por sinal). Depois de ter que ter jogado ao lado do Purovic (eu sei que é Petrovic, mas os dois acabam em “vic” e são tão altos quanto parcos em talento), teve que levar com o outro. Ainda assim, conseguiu fazer o lugar dos dois. Máquina.

Misic

Hoje acordei e fui às redes sociais fazer aquele scroll matinal. O Facebook estava meio paradinho, o Instagram estava a viver muito à base de gataria na praia e concertos no Paredes de Coura, e o Twitter – mais em Espanha – divertidíssimo a cascar na exibição do William de Carvalho no Bétis. E eu acabo de ver este jogo e só penso, porquê, William? Volta, vá lá. Fala-se com o próximo presidente e mete-se no teu contrato que tens conta aberta para sempre no Guilty, o que quiseres. Mas volta.

Bruno Fernandes

Eficácia é com ele. Dois jogos, dois amarelos. Mas também não lhe posso dar assim tanto mérito, tal é facilidade com que os árbitros estão a dar amarelos aos jogadores do Sporting nestas duas jornadas. Acho que é até expectável que no próximo jogo o árbitro fique à boca do túnel e dê amarelo a cada jogador logo à medida que entre para o aquecimento.

Só me admiro que o cartão amarelo tenha sido mostrado pelo árbitro e não pelo Zequinha, que ele já está habituado a tê-los na mão.

Nani

Capitão Nani. Agora sim, e esperemos que cada vez mais. É que o homem nem sequer fez um jogo brilhante, mas se tem aqueles pézinhos (e cabeça) é para lhes dar uso. Dois golos. Um que inventou sozinho, e outro em que vem a correr lá de trás para dar uma cabeçada na bola com uma força que nem a Le Pen era capaz de dar a um refugiado.

Bas Dost

Alguém sabe dele? Não o vi lá, não sei porque saiu, não sei de nada. Mas estou cá para lhe dar um abraço se precisar.

Montero

Quando se tira o Bas Dost para pôr o Montero desta forma, assim, sem explicação nenhuma, sem piedade, sem compaixão, é como me tirarem o pai para me darem um padrasto. Não desfazendo dos padrastos, claro. Mas pai é pai, e o padrasto não se esforçou muito para impressionar a criança.

Jovane

Já se pode começar a levar a sério este puto, ou ainda não? Bem sei que se jogasse de vermelho, na próxima semana era capa do "Record", "A Bola", "O Jogo", "Caras", "TV Guia" e do "Borda d’ Água", mas ainda assim já merecia qualquer coisinha. Outra vez sem medo de nada nem ninguém, só a alegria de ter a bola nos pés e de fazer tudo o que for possível para a levar para a baliza dos outros. Ele nem deve saber quem são os outros. Não lhe importa, não lhe faz diferença. A bola é dele e dos dele, e para os outros a terem só quando a forem buscar ao fundo da baliza. Vai com tudo, Jovane!

Petrovic

(espaço em branco, sim, é isso mesmo.)