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Diogo Faro

Diogo Faro tem uma exigência a fazer para o próximo jogo do Sporting: Jovane tem de entrar em campo com uma camisola a dizer Rei Midas

O Sporting venceu o Vorskla, depois de uma reviravolta impressionante já nos descontos (2-1) e o humorista Diogo Faro não só destaca Jovane, o "Rei Midas" que marcou o golo decisivo, como... Petrovic: "Excelente, excelente, excelente. Aquele lance em que foi a correr para a linha em direção ao banco para a entrada do Jovane"

Diogo Faro

O onze do Sporting na Ucrânia: em baixo, Nani, Acuna, Salin, Diaby, Mané e Bruno Fernandes; em cima, Coates, André Pinto, Petrovic, Bruno Gaspar e Jefferson

VALENTYN OGIRENKO/GETTY

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SALIN

Se corresponder ao estereótipo preconceituoso de francês arrogante, o mais certo é que nem fizesse ideia de que clube era este, até que de repente teve que a ir buscar ao ângulo. A verdade é que durante o resto do jogo todo também pôde continuar sem saber quem era a outra equipa porque mal teve que se mexer.

JEFFERSON

Às vezes fico com a impressão de que é como o Ministro da Defesa em relação ao caso de Tancos. Parece não fazer a mínima ideia do que anda ali a fazer, mas lá passa por entre os pingos da chuva.

COATES

Foi mais Bas Dost do que Coates, mas sem aquela eficácia holandesa que tantas saudades me anda a causar. Claro que não tem a mínima obrigação de andar a marcar golos, já fico contente que tente tantas vezes em jogos destes que não faz quase falta nenhuma a central. Ah, e ainda se agarrou a um central adversário, na sua área, para ver se ganhava um penálti, mas dar abraços carinhosos a meio do jogo não é considerado falta.

ANDRÉ PINTO

O André Pinto, para mim, é cada vez mais aquele amigo do grupo que, mesmo não sendo nada violento, está sempre pronto para a porrada. É discreto, é calmo, é pacífico. Mas se houver azar, aparece logo para arrumar a coisa num instante com um pontapé numa canela rival. No entanto, ficou por dar um pontapé com mais força na bola que deu o golo deles.

BRUNO GASPAR

Fez um jogo tão fraquinho como quase todos os seus amigos de preto e branco (equipamento exclusivo para este jogo por causa de regulamentos da UEFA, e bonito, diga-se). Portanto, o maior benefício de ter jogado foi ter dado descanso ao Ristovski.

ACUÑA

Voltou ao meio-campo e aquela raça está lá sempre, mesmo que sem grande inspiração, como foi o caso de hoje. Pior ainda, agora que já me habituei a vê-lo a defesa esquerdo (bastou-me três minutos, habituei-me quase tão rápido como a Demi Lovato ao cavalo), custa-me que ele volte para aquela zona do campo.

PETROVIC

Excelente, excelente, excelente. Aquele lance em que foi a correr para a linha em direção ao banco para a entrada do Jovane.

NANI

Fez uma birrinha ao ser substituído há dois jogos, foi castigado (terá sido mesmo? Ou houve ali um acordo – inteligente – de cavalheiros para fingir que estava castigado e a comunicação social não implicar com o Sporting e o Peseiro?), e agora voltou de regresso a delegado de turma pronto a liderar de novo os colegas rumo ao sucesso. Voltou com vontade, deixou foi a sua própria eficácia ainda de castigo.

BRUNO FERNANDES

Se eu mandasse no futebol, aquela cueca que deu à entrada da área seria automaticamente considerada golo, até porque ele próprio deve ter ficado tão fascinado com o bailinho que deu ao desgraçado que lhe tentou tirar a bola, que acabou por rematar 10 metros acima da baliza.

DIABY

Finalmente jogou mais de três segundos e meio, o que só por si já é notícia. Tendo em conta que a toda a equipa esteve meio apática quase todo o jogo, também não era ele que ia fazer a desfeita e sobressair pela positiva.

MANÉ

Fez mais ou menos o mesmo aquilo que fez quando estava lesionado. Mas quando vens de mais de um ano lesionado e és atirado para um jogo de futebol de qualidade pouco superior a um clássico da Liga dos Últimos, também não se lhe pode exigir muito mais.

JOVANE

Fica apenas a sugestão para o próximo jogo: que entre em campo com uma camisola a dizer Rei Midas.

RAPHINHA

Quando o vi na linha pronto a entrar, cheio de frio, pensei “este Raphinha com o seu ar tropical é capaz de ficar um pouco preso ali no Leste da Europa”. É que nem pernas, nem cérebro. Nada estava preso. Correu, levantou a cabeça e cruzou de forma perfeita para o Bruno Fernandes que – com ajuda do guarda-redes – assistiu o Jovane.

MONTERO

Freddy Classe Montero.

Ele hoje sentiu que tinha que aconchegar a bola no seu peito, como se de um bebé se tratasse. À primeira, abraçou a bola com o peito e arriscou o pontapé de bicicleta. Era difícil, muita gente à frente. À segunda, - inteligente a jogar como é – voltou a acolher a bola carinhosamente no peito, mas meteu no chão, puxou para o outro pé, deixando a defesa toda mais manca que o Paulo Gonzo e meteu em arco no poste mais longe. Que bonito foi.

  • No frio da Ucrânia, houve pé quente do Sporting

    Liga Europa

    O Sporting começou mal e jogou mal: acabou a 1ª parte a perder e nada fazia prever que o resultado mudasse na 2ª parte. Mas, mesmo sem fazer muito por isso, a equipa de José Peseiro (esqueçam lá essa ideia de que ele é pé-frio) deu a volta ao resultado, já nos descontos, com golos de Montero e Jovane (2-1)