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Diogo Faro

O princípio de AVC, um cheirinho a André Cruz, as saudades de Adrien (e não de Djaló) e um beijo nas chuteiras de Fernandes (por Diogo Faro)

O humorista analisa os jogadores que se portaram bem no jogo contra o Boavista e está feliz da vida com o regresso do herói Bas Dost

Diogo Faro

PATRICIA DE MELO MOREIRA

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Renan Ribeiro

De guarda-redes de categoria mundial, aquela estirada felina feita unicamente com os olhos que com a pressão cósmica a levou a esbarrar no poste. Durante o resto do jogo todo, não se deve ter cansado muito mais do que eu que só me levantei uma vez para ir vomitar quando soube do resultado das eleições no Brasil.

Bruno Gaspar

Ele foi toques de calcanhar, ele foi cruzamentos, ele foi cortes de carrinho à antiga, ele foi 1- 2 com o Diaby ou com o Montero. Sim senhor, Bruno. Assim vale a pena.

Coates

Foi como ter aqueles 50 e poucos anos e ter um princípio de AVC, mas depois reduzir no sal e ficar com a saúde controlada. Ou seja, levou ali uns nós do Mateus logo no início, mas percebeu rapidamente o que tinha que fazer e controlou bem o resto do jogo.

Mathieu

Salut, salut! Bienvenu! Que bom ter aquele pinheiro francês de volta. Marca cantos, marca livres com cheirinho a André Cruz, defende o que tem a defender e ainda falhou lá um passe meio preocupante de propósito só para não ter um regresso perfeito e nós não ficarmos ainda mais contentes.

Acuña

O homem estava num daqueles dias em que se pudesse ainda agora estava lá a correr o campo todo em sprints. Faz lembrar um argentino que também lá tivemos recentemente, o Schelotto, com a diferença que este além de correr sabe fintar, cruzar e rematar. Sorte a nossa.

Battaglia

O Battaglia que me dá gosto ver. A defender o que tem de defender, e principalmente a ser pai do Acuña que é uma criança traquina que está sempre a querer bater nos outros meninos.

Gudelj

Se calhar estou a ser injusto porque o rapaz ainda não está completamente integrado, mas quanto mais o vejo jogar, mais saudades tenho do Adrien.

Bruno Fernandes

De vez em quando, durante a semana, vejo comentários nas redes sociais de como o Bruno Fernandes é sobrevalorizado. Depois chega a hora do jogo, o Bruno Fernandes manda à barra, marca golos, finta como se fosse bailado, passa como quem pinta um quadro, e eu volto só a querer beijar-lhe as chuteiras.

Diaby

Viste, Peseiro? Viste? E não é que o rapaz até joga bastante bem à bola? É que naqueles 35 segundos que ele andava a jogar em cada jogo, curiosamente, não estava a dar para ver. Parecendo que não, 35 segundos em futebol não dá para assim tanta coisa. No início fez um remate na vertical que me assustou um pouco – “queres ver que temos aqui outro Djaló?” – mas a partir foi sempre a melhorar. Pena não ter fuzilado o guarda-redes naquela vez que tentou fazer golo a picar a bola, de resto, impecável

Nani

Não sei se sabiam, porque os comentadores só disseram 57 vezes ao longo do jogo, mas o primeiro golo do Nani pela equipa principal do Sporting foi contra o Boavista. Provavelmente, era o único facto que tinham decorado para o jogo. E o Nani, além de ter feito um jogão, ainda fez um favor aos comentadores. Marcou dois golos. E assim para o ano eles vão poder dizer que na estreia pelo Sporting marcou 1 e neste regresso marcou dois. Factos divertidos.

Montero

Dizia-me um amigo meu que se irrita muito com o Montero porque marca poucos golos. Dizia eu ao meu amigo que se jogar sempre assim, com esta entrega, este saber jogar e estas assistência de classe, que por mim nem tem de marcar mais golos até ao fim do campeonato. Vem assistir Montero, vem assistir que tu assistes bem.

Bas Dost

La la la la la la! BAS DOST! Sentiu-se um ambiente de veneração no estádio por um dos nossos grandes heróis actuais da nossa equipa quando este chegou à linha, pronto para entrar. Normal. Jogou nem 20 minutos, depois de tanto tempo de lesão, mas mesmo assim esteve muito perto de marcar.

Bruno César

Regressou. Está mais magro, parece-me. O cabelo está igual. Nota-se muito que não tenho mais nada para dizer sobre ele?

André Pinto

Como Bruno César, menos a parte do cabelo e da magreza e do regresso.