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Diogo Faro

O que Bruno Fernandes devia ter dito ao árbitro: “Sorry, it was totally my culpa. That cartão vermelho é para mim, not para o francês”

Diogo Faro não esquece o mau passe de Bruno Fernandes que acabaria por levar à expulsão de Mathieu e, imaginando o português a falar, digamos, estrangeiro, defende como “há alturas no futebol em que devia dar para um jogador pedir para levar um cartão pelo outro”. E ainda conta como, em pleno estádio do Arsenal, “foi giro” cantar o "“a la la Bas Dost” antes de o holandês “só tocar duas vezes na bola”

Diogo Faro

JOHN SIBLEY

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Renan

Aos 80 minutos de jogo tive muita vontade de o abraçar. Principalmente porque estava gelado ali no estádio e precisava de me aquecer, mas também porque agarrou com toda a segurança aquele remate do Mkhitaryan que eu achava mesmo que ir ser golo.

Bruno Gaspar

Troubles. Dificulties. Hard time. Tough night. Complicated task. But luckily it went well. Fica aqui a versão inglesa do que o Bruno pode contar à sua família de como lhe correu o jogo.

Coates

Sério, concentrado, seguro, amigo do seu amigo. E aquele corte em cima da linha a tirar o golo ao Arsenal. Se hoje ganhámos um ponto, muito o devemos ao nosso centralão.

Mathieu

Pierre não sei quê, que acaba em Aubameyang, bem pôde ter um nome próprio francês também, que dali não levou rien (já repararam que a cada jogo vou melhorando o meu francês?). Com um pouco de sorte, convenhamos, porque não há velocidade para aquele gajo, mas lá se safou. Até que foi obrigado a varrê-lo e levou um cartão rouge. A epítome de sacrifício pela equipa.

Acuña

Não tenho aqui um dicionário de espanhol à mão, mas é pegarem no que está em inglês sobre o Bruno Gaspar e é igualzinho.

Gudelj

Como vem sendo seu apanágio, espetacular ao nível de controlar o jogo ali no meio-campo. É indiferente que esteja dentro ou fora do campo porque o tipo de controlo é o mesmo.

Bruno Fernandes

Há alturas no futebol em que devia dar para um jogador pedir para levar um cartão pelo outro. Hoje seria o caso. Chegava ao pé do Sr. Referee e dizia "Sorry, it was totally my culpa. That cartão vermelho é para mim, not para o francês". Devia mesmo estar na regras e, neste caso, servia para se autopunir por aquele passe.

Miguel Luís

Garra, coragem, entrega, qualidade técnica e estilo capilar. Tudo isto nele me fez lembrar o Adrien. Se calhar estou a ser demasiado ambicioso, mas nesta tristeza de jogo tenho de me agarrar às alegrias possíveis.

Diaby

Acho que a coisa mais digna de registo que fez na primeira parte foi ter levado com um remate do Nani, que ia com pouca força, que ia numa direção qualquer que provavelmente nem era a da baliza. Na segunda, saiu. Noite espetacular.

Nani

Se há coisa que fez bem foi ser odiado pelos adeptos ingleses. Foi gritado a bom gritar "Fuck Nani! Fuck Nani!" no estádio, a que os sportinguistas responderam com cânticos ainda mais altos em seu favor. Agora, se pode ter dado jeito o tempo que ele queimou? Talvez. Mas mentia-vos se vos dissesse que gosto de ver um jogador do Sporting queimar tempo.

Montero

Not in a good day. O que me mais me ficou na memória foi uma receção de bola no peito que fez de joelhos no chão. Ou seja, na mesma posição em que já estavam muitos sportinguistas ao pé de mim a pedir aos céus para que fosse substituído.

Bas Dost

Foi giro ter entrado porque deu para fazer aquele cântico do "la la la Bas Dost", mas de resto só tocou duas vezes na bola.

Petrovic

Foi como uma réstia de esperança para mim no mundo de futebol. Se ele pode jogar, nem que seja dois minutos, no estádio do ARsenal, eu também posso.

Jovane

Pelo menos, que tenha vindo ver os monumentos bonitos de Londres.

  • Um grande, redondo e preocupante zero

    Sporting

    O Sporting não acertou um remate na baliza dos 11 que tentou em 180 minutos de futebol jogado contra o Arsenal. Desta vez, em Londres, conseguiu um empate sem golos e um ponto, que o deixam mais perto de seguir na Liga Europa - mas não de uma forma mais constante, dinâmica e produtiva de atacar