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Diogo Faro

Eis Jefferson: exibição futebolística regular e estética da pilosidade facial de fazendeiro do Nordeste pós-contemporâneo (por Diogo Faro)

Não houve mais nada que Diogo Faro quisesse escrever sobre o ressuscitado lateral esquerdo do Sporting, embora citasse um amigo para resumir o que acha sobre quem joga do outro lado da defesa da equipa: "“Olha! O Bruno Gaspar é o 66, que é o número de anos que ele devia ficar sem jogar à bola"

Diogo Faro

AZIZ KARIMOV

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Renan Ribeiro

Entra ida e volta, fez 12106 km para ir levar um golo e não fazer absolutamente mais nada. Se tivesse ido a pé, teria feito 1134 horas, o que seria mais 1134 horas de exercício físico do que fez no jogo.

Bruno Gaspar

Estava a ver o jogo aqui com uns amigos, e diz um deles “Olha! O Bruno Gaspar é o 66, que é o número de anos que ele devia ficar sem jogar à bola”. Fica aqui registada a opinião dele sobre o Gaspar.

Coates

Não teve culpa nenhuma no golo sofrido, mas tenho pena que não tenha logo berrado com o Bruno Gaspar. Se é o pai da nossa defesa tem de ralhar quando os filhos fazem asneira.

André Pinto

Esqueceu-se que só é pontapé de baliza quando a bola sai, não é quando levanta o braço a dizer adeus ao fiscal-de-linha. Portanto, o rapazinho do Qarabag não desistiu do lance e quase resultou na assistência que seria o 2º deles. Mais atenção, Andrézinho.

Jefferson

Exibição futebolística: regular. Estética da pilosidade facial: fazendeiro do Nordeste pós-contemporâneo.

Gudelj

Não esteve mal, é um facto, mas continua sem me convencer. Parece que faz sempre exibições tristonhas, mas claro que nunca tão tristes quanto ficaram os benfiquistas há minutos quando o Luís Filipe Vieira disse na conferência de imprensa que o Rui Vitória ia continuar.

Bruno Fernandes

Foi o chamado “jogo à Bruno Fernandes”. É golos, é cortes, é passes, é festejos a tapar as orelhas (brincadeira que faz com a filha), é ser um dos melhores jogadores da actualidade a jogar em Portugal. E no Azerbaijão.

Wendel

De bigode irrepreensível, como tem sido seu apanágio, mais um bom jogo do nosso tocador de violão que parecia estar a jogar de mão dada com o Bruno Fernandes, bonito que estava o entendimento entre os dois.

Diaby

Como no jogo anterior, não foi um jogo propriamente inspirado. Mas de repente marcou dois golos. E se é para continuar a marcar assim, pode também continuar só a jogar mais ou menos.

Nani

Aquela jogada do Sporting até se podia ter perdido nos pés do Nani que já tinha sido bonita. Mas o capitão elevou-a a outra patamar. Recebeu a bola e delicadamente deu autorização àquele qarabaguiano para se sentar no chão a descansar. Não contente, fez exactamente o mesmo a outro. Deu mais dois a passar no meio de dois e acabou tudo isto num dos golos mais bonitos, colectiva e individualmente, que vi o Sporting marcar nos últimos tempos.

Bas Dost

Pai Dost. É um mimo, a imagem dos pequenitos a abraçá-lo a festejarem o golo enquanto ele conseguia envolvê-los a todos nos seus longos e, apesar de holandeses, calorosos braços. O Pai Dost está lá para abrir o caminho da felicidade para os seus meninos.

Jovane

Tinha um amigo ao lado que estava a dizer “é pá, não sei se o Jovane convence, ele é só força bruta” precisamente no momento em que ele faz o cruzamento perfeito para o sexto golo. Tem pézinhos, tem.

Thierry

Keizer lança puto. Sempre positivo.

Carlos Mané

Deu umas corridinhas, sem tempo para grande coisa.