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Diogo Faro

A cada jogo que passa Diogo Faro está mais capaz de se ajoelhar para beijar os pés de Bruno Fernandes (e de "Pai Dost")

O Sporting goleou o Aves, por 4-1, e Diogo Faro só tem elogios a fazer, até a Mathieu, cansado esta noite... por ter estado "de colete amarelo vestido a protestar contra o esmagamento das elites ao resto da sociedade"

Diogo Faro

Carlos Rodrigues

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RENAN RIBEIRO

“Ó Renan, então defendeste aquele cabeceamento? - Não, foi golo. Defendi. – Mau. Foi golo ou defendeste? – Foi golo. Defendi – Ó Renan, pára de dar baile! – Defendi é o nome do outro jogador!” Eheheh. Gostaram? Bem, comecei a crónica de hoje com este toque de humor refinado. De tal forma refinado que sinto que estou a arriscar passar de cronista do Expresso a cronista do Borda d’Água.

BRUNO GASPAR

Eu entendo que ele lá não esteja a ouvir os comentários dos senhores da SPORTTV, mas ficava-lhe bem agora ir rever o jogo e ouvir. E tenho a certeza que ao fazê-lo se vai arrepender de ter tirado aquela bola e cima da linha que dava o segundo golo do Aves, tal é a tristeza que os comentadores carregam esta noite pelo Sporting ter ganho.

COATES

Não sei como é que possível coisas destas acontecerem no futebol profissional. O Sporting deve explicações a todos os sportinguistas e, até, um pedido de desculpas oficial. É inacreditável como é que um sósia do Coates jogou por ele na primeira parte - a perder bolas, a fazer passes horríveis, a quase não conseguir saltar – e ninguém o foi tirar de campo. Vá lá que resolveram a situação ao intervalo e voltou o verdadeiro Coates, aquele centralão uruguaio em quem podemos sempre confiar.

MATHIEU

Uma primeira parte ao nível do sósia do Coates, embora eu consiga entender. Sei por fonte próxima do casal (há sempre uma fonte próxima do casal, até mesmo quando nem sequer se trata de um casal) que ele esteve de colete amarelo vestido a protestar contra o esmagamento das elites ao resto da sociedade. Chegou cansado a Portugal da luta e só o descanso do intervalo lhe deu energia para regressar ao campo como o nosso Roi de la Défense.

ACUÑA

Apesar de tudo, há que dar os parabéns ao Acuña. Já fez mais de 20 jogos e em praticamente todos eles ficou ali no limiar de ir para a rua. Aguentou-se valentemente até hoje. Praticamente um herói, este nosso argentino que provavelmente deve andar em consultas de “anger management” para se ter andado a aguentar tão bem até esta jornada. Agora acalma-te lá que nós precisamos de ti a titular todos os jogos.

GUDELJ

Bem, a verdade é que a continuar assim, eu vejo-me obrigado a parar definitivamente de implicar com o homem. É o segundo jogo seguido que ele é irrepreensível em campo (tirando a parte de rematar, na qual continua com a mesma pontaria que o Feliciano Barreiras Duarte a tentar acertar nos dias em que é para aparecer na Assembleia). E humildemente, acho que eu contribuí muito para isto ao ter refilado tanto com ele em crónicas anteriores. Como tenho a certeza absoluta que ele lê isto, sentiu-se picado e melhorou muito. De nada, sportinguistas.

NANI

O golo do nosso capitão (já vos disse que está cada vez mais jogador, cada vez mais capitão? Eu sei que já, mas é importante reforçar) fez-me lembrar o do Djaló há uns anos contra o Benfica. E em nenhum dos dois há menos beleza e mérito pelos remates terem tido ligeiros desvios nos defesas. Mas mesmo achando o Djaló muito bom miúdo, ainda bem que foi o Nani a voltar para o Sporting. Que bem que lhe fica aquela braçadeira.

WENDEL

No jogo anterior disse aqui que os craques, como ele, levavam sempre muita porrada nos jogos. Não sei se levar até sair lesionado não é levar isso longe demais, ó Wendel. E embora a tua vontade em voltar a todo o custo para o campo para jogar e ajudar a equipa seja linda, e seja o que todos os sportinguistas querem ver nos jogadores, também tens que aprender os senhores doutores, está bem, menino Wendel? Agora sopas e descanso, vá.

BRUNO FERNANDES

Sou absolutamente contra a subserviência. Abomino do fundo do meu âmago regimes ditatoriais ou monárquicos. Repilo veementemente culturas patriarcais ou de outras hierarquias opressoras. No entanto, a cada jogo que passa eu estou mais capaz de me ajoelhar para beijar os pés do Bruno Fernandes. Além de tudo o que fez durante o jogo, aquele cruzamento e aquele passe para o Diaby. Aquele passe, senhores!

BAS DOST

E pronto, já tem mais golos do que jogos. Hoje o primeiro foi de penálti. E há que agradecer ao jogador do Aves que se esqueceu que não se pode dar pontapés no estômago aos adversários. No futebol, pelo menos. No segundo golo, como se ele já não fosse grande o suficiente, naquele segundo golo parece que ficou com 4 metros, todo esticadinho, e no meio dos pobres centrais fez um golo clássico de ponta-de-lança – mas clássico só para aqueles pontas-de-lança de categoria superior. Obrigado, Pai Dost.

DIABY

Vou gostando cada vez mais deste miúdo. A verdade é que não marcar golo naquele lance com o passe do Bruno Fernandes que vinha pintado de dourado, seria ofensivo para o mundo do futebol, e talvez até para o mundo todo no geral. Mas ele não só marcou, como o fez com classe. Bom jogo.

JEFFERSON

Entrou o forró descontraído para o lugar do tango impetuoso. Tão descontraído que perdeu uma bola na área que nos ia fazendo levar golo.

BRUNO CÉSAR

Um pouco de força bruta para segurar a vitória. (foi o que escrevi no jogo anterior, posso manter assim?). Ah! E fez um remate perigoso, por acaso.