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Diogo Faro

Piñatas, póneis, um bigodinho para Nani e a resolução de ano novo de Gudelj que tarda em acontecer (por Diogo Faro)

Aqui está a análise pós-Réveillon do humorista e comunicador Diogo Faro aos jogadores do Sporting que bateram o Belenenses SAD (2-1) em Alvalade

Diogo Faro

PATRICIA DE MELO MOREIRA

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RENAN RIBEIRO

Começa o ano com uma mão cheia de boas defesas e um golo que não merecia sofrer (mesmo que tenha sido justo para o Belenenses). Sempre começa melhor do que eu, que comecei o ano com uma mão cheia de shots de tequila e uma ressaca mais do que merecida.

BRUNO GASPAR

Esperemos que a principal resolução de ano novo do Bruno Gaspar para 2019 tenha sido “vou aprender a cruzar bem, visto que sou lateral direito e essa é uma das minhas principais funções”. Claro que é cedo para já estar a cumprir a resolução, não está cumprida, mas vamos acreditar no miúdo. Se começa o ano a marcar um golo, é claro que vamos acreditar que o resto também será melhor.

COATES

Aposto que se pudesse voltar à passagem de ano e pedir desejos para 2019, pediria para nunca mais ter de andar a correr atrás do Licá e do Freddy.

MATHIEU

Bateu um livre directo que, ao quando saiu dos seus pés, parecia mais perigoso do que realmente foi. Como uma tia que há pouco tempo nos deu uma prenda incrível – um pónei ou assim – e agora, cada vez que vemos um embrulho semelhante achamos sempre que vai ser mais um cavalo anão. Só que às vezes é só uma piñata.

ACUÑA

Ano novo, o mesmo Acunã. O homem tem tanta garra que até na passagem de ano deve ter feito a contagem decrescente aos berros, e com a camisola do Sporting vestida, e depois fez uma recuperação de flute de champanhe antes de fazer um sprint para a cama para ir treinar no dia seguida de manhã cedo.

GUDELJ

Regularmente sólido a defender, regularmente sólido nas transições da defesa para o ataque, e igualmente sólido a tentar acertar na baliza mas com os remates cada vez mais desenquadrados que ilusões-cliché de quem acha que “este ano é que vou mesmo para o ginásio abater esta pança”.

WENDEL

Voltou rápido, voltou com vontade, voltou com alegria. Basta segui-lo no Twitter ou Instagram para perceber o quanto tem de fé divina. A recuperação das lesões é graças a Deus, o talento que tem foi dado por Deus e acho que até é Deus que lhe escolhe o almoço todos os dias. E embora eu não acredite em nada disso, agradeço ao meu não-deus que o Deus dele o ajude a ajudar o Sporting.

MIGUEL LUÍS

Se toda a gente regressasse ao trabalho no novo ano com esta confiança toda, Portugal era num instante o país mais próspero e feliz do mundo. Dezanove anos e anda para ali mo meio-campo da equipa principal do Sporting a jogar e a fazer jogar. Olha para a baliza, mete a bola lá dentro e começa o ano da melhor maneira possível.

NANI

Acho que devia deixar crescer um bigodinho à Wendel. Aquelas combinações entre os dois estão a correr tão bem – cada vez melhor –, que se fossem ainda mais parecidos podia ser útil para confundir os adversários e serem ainda mais eficazes naquele tiki-taka luso-brasileiro.

BAS DOST

Bondoso como ele é, deve ter passado toda a época festiva a distribuir prendas por miúdos de toda a parte do mundo, qual ajudante do Pai Natal. Veio cansado e não rendeu o costume. Mas volta aos golos já no próximo jogo, de certeza.

DIABY

Um bocado como aquele aventureiro que arrisca entrar na carruagem do Metro quando as portas estão a fechar – mesmo quando já está a dar o sinal sonoro e só tem mais um segundo para entrar sem ficar entalado com um testículo dentro e outro fora da carruagem –, o Diaby acertou perfeitamente no segundo em que tinha que largar a bola para o Bruno Gaspar fazer o golo.

PETROVIC

Entrou aos 73 minutos de jogo. E digo-vos já daqui, deixa-me desconfortável sempre que ele entra antes dos 147 minutos. Mas também tenho de confessar, lá para os 79 conseguiu desenvencilhar-se de 3 ou 4 jogadores do Belém e até me deixou com meio sorriso na cara.

RAPHINHA

Um drible em que deu 20 voltas à bola mas acabou por perdê-la. Desta vez não foi muito mais que isto.

JOVANE CABRAL

Entrou para levar um pontapé na cabeça, “sem maldade” segundo o comentador. Sempre útil.