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Diogo Faro

Houve um lance em que Diogo Faro viu Coates fazer tantos cortes de seguida que o uruguaio lhe pareceu um Ministro das Finanças

O humorista lamentou também que, neste jogo frente ao Feirense, Bas Dost estivesse tão preso de movimentos quanto vai estar o Armando Vara nos próximos 5 anos

Diogo Faro

JOSÉ COELHO/LUSA

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SALIN

Podia ter tido passado pelo jogo com um ar mais tranquilo do que a Assunção Cristas a fazer arroz com atum no programa da Tininha, mas ainda teve uns quantos sustos. Umas boas defesas a bolas que pareciam golos certos, um alívio que fez contra os pés do avançado do Feirense e que podia ter corrido mal, e mais aquele petardo (não é uma metáfora para remate com força) que lhe caiu ao lado e o fez dar um pulinho e tapar os ouvidos como se estivesse a ver a cena do banho no Psycho.

RISTOVSKI

Jogo normal, normal, normal, sem grandes destaques positivos ou negativos, tirando ter feito uma recepção de bola à Yannick Djaló naquele lindo passe de calcanhar do Raphinha pelo meio de dois jogadores do Feirense. O mínimo é pagar o jantar ao Raphinha. Todos os dias. Durante 1 mês. E ele pode repetir as vezes que quiser.

COATES

Houve um lance em que fez tantos cortes de seguida que parecia um Ministro das Finanças.

MATHIEU

Surgiu com um penteado mais avant-garde, e fez muito bem porque o seu já estava muito demodé. A atitude foi a do costume, a limpar chez nous como se não houvesse demain.

ACUÑA

AMIGO, OYE! NO TE VÁS! NO TE PUEDES IR A RUSSIA O AL OUTRO LADO CUALQUIER. NADA! HAY QUE QUEDARSE EN SPORTING CON NOSOTROS! (Varandas, por favor, tu segura-me este homem porque ele quase todos os jogos joga como jogou hoje. Precisamos dele.)

GUDELJ

Se fosse um comentador de futebol pretensioso que gosta de empregar palavras caras (pelo menos, que soam caras – e parvas – quando se está só a falar de futebol), diria que o sérvio fez um belo jogo a bascular a circulação de bola endossando-a rapidamente de lado para lado do rectângulo mágico. Não sendo, não diria, mas como já dei o exemplo vocês já perceberam como foi o desempenho do Gudelj.

WENDEL

Aqueles pézinhos de Bossa Nova voltaram a fazer das suas. Tomou aquele balanço de Chico Buarque, soltou um contra-tempo de Vinicius que deixou o mundo em desequilíbrio, e rematou com um arco de Tom Jobim para um golo que nos disse a cantar que Chega de Saudade.

BRUNO FERNANDES

O que mais impressionou no golaço do Bruninho acabou por não ser o golo em si. Acho que foi mais a reacção de quase todos os colegas. Estavam todos visivelmente felizes, mas com uma cara de absoluto zero espanto: “é o Bruno, marcar um golo destes é só mais um dia normal”.

NANI

Quase que o Rui Rio se aguentava como líder do PSD. Quase que havia acordo para o Brexit. Quase que fazia sentido haver pessoas irritadas com o anúncio da Gillete. Quase que o Nani marcava por duas ou três vezes. Quase.

BAS DOST

Desta vez, o nosso herói holandês esteve quase tão preso de movimentos quanto vai estar o Armando Vara nos próximos 5 anos.

RAPHINHA

Esteve rápido e com vontade, mas a jinga que lhe reconhecemos só brilhou mesmo naquela dancinha a festejar o golo do amigo Wendel.

ANDRÉ PINTO

Bom pormenor a tropeçar à entrada da nossa área e a deixar o avançado deles isolado. Mas não deu golo, graças a Salin.

LUIZ PHELLYPE

O menino estreia-se no Sporing assim, com um petardo desses? Gosto muito, quero ver mais. E sim, neste caso, petardo é obviamente uma metáfora para remate com muita força.

PETROVIC

Fez um corte importante, só para me obrigar a não dizer mal dele aqui outra vez.