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Diogo Faro

Coates e os mínimos olímpicos do salto em altura, o alarido de pés de Raphinha e um homem que suplica por um abraço (conta-nos Diogo Faro)

Neste Sp. Braga-Sporting para a Taça da Liga, o humorista viu ainda Luiz Phellype a fazer um grande remate ao poste assim que entrou. Ah, esqueçam. Isso foi no outro dia. Afinal não viu nada

Diogo Faro

HUGO DELGADO/LUSA

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RENAN RIBEIRO

Renan, seu lindão! Foi tal a limpeza com que defendeu aqueles 9 penalties (posso estar a exagerar, mas fiquei com a ideia que foram para aí 9) que nem um único cabelo se deslocou daquele risco perfeito que tem na cabeça, e que defende com a mesma vontade como o risco que lhe atravessa a baliza. Ah, e vai ser pai. Muitos parabéns, Renan!

ACUÑA

Bem substituído, tendo em conta que estava tão rápido quanto o atendimento numa Loja do Cidadão. A diferença é que podemos confiar que o Acuña com uns dias de descanso volta a ser a máquina lavradora de relva do costume, em relação à Loja do Cidadão é que já não tenho esperança nenhuma.

RISTOVSKI

Desde a guerra dos Balcãs que não via um macedónio tão assustado como esteve o Ristovski, essencialmente na primeira parte. Mas a frieza habitual lá lhe voltou e não nos desiludiu a marcar o penalty.

COATES

Fez um golaço de cabeça com uma impulsão que provavelmente lhe garantia os mínimos olímpicos no salto em altura, falhou um golo que provavelmente garantiu pequenos AVC’s a vários sportinguistas. Foi dos melhores em campo, e se defender sempre assim, com certeza que os sportinguistas lhe perdoam os pequenos acidentes cardiovasculares que provoca de quando em vez.

MATHIEU

Saiu lesionado ao intervalo porque se magoou nos olhos no lance do golo do Braga em que tentou travar o Dyego Sousa só com a força do seu olhar.

GUDELJ

Placagens maravilhosas e varrimentos de pernas cirúrgicos. Se desistir do futebol, pode sempre juntar-se à PSP.

WENDEL

Andou mais perdido em campo do que um venezuelano pelas ruas de Caracas a tentar fugir ao caos que lá se vive.

BRUNO FERNANDES

Estou na dúvida sobre qual foi o maior bailarico a que assisti hoje: se o Bruno a sentar o Marafona nos penalties, se o que se soube da auditoria à Caixa Geral de Depósitos. Talvez tenha sido o primeiro. Afinal, o que são milhões e milhões de euros de prejuízo para o banco Estatal? Nada de mais.

NANI

Ficou-me na memória um passe a rasgar a defesa do Braga em que exclamei – f***-se, lindo! Que passe incrível! – e que deixou o Acuña numa excelente posição para rematar. O argentino achou que não era boa oportunidade para marcar e preferiu antes rematar contra a cara de um defesa com todas as forças que lhe restavam. Pena não ter aproveitado melhor, tendo em conta que o Nani não ofereceu muito mais ao jogo.

LUIZ PHELLYPE

Que grande remate que fez ao poste assim que entrou! Ah, esqueçam. Isso foi no outro dia. Hoje não vi nada. Nada de nada.

RAPHINHA

Deu tantos tipos de passos antes de bater o penalty que por momentos achei que estava a ver bailado contemporâneo. E também por momentos achei que com todo aquele alarido de pés ia ser mais um dos 47 jogadores que falharam o penalty.

JEFFERSON

Um ou outro cruzamento decente, um penalty que o vai manter acordado a noite toda a pensar na sorte que teve em ter entrado. Nós ficamos contentes pela sua sorte.

BAS DOST

O homem não está bem. Não sei se passou nos últimos dias por uma loja de cintos e foi assaltado pelos fantasmas e traumas interiores, ou se foi outra coisa qualquer. Mas até a cara dele parece suplicar em silêncio por um abraço. Mas conhecendo-o como conhecemos, diria que é já no sábado que volta à alegria dos golos.