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Diogo Faro

Foi uma época incrível, não falhou um treino, não falhou um jogo: Paulinho, no top of the tops do Sporting (por Diogo Faro)

Estes então são os melhores dos melhores do ano desportivo do Sporting - ainda nesta tarde sábado, saberá quem são os melhores dos piores, mas lá iremos. Então, nesta primeira análise humorística encontramos política, muito amor e dedicação

Diogo Faro

Gualter Fatia

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É demasiado óbvio. É fácil. É imediato. É quase inconsciente. Se pensarmos naqueles que foram as peças fundamentais desta época no Sporting, há um nome que nos vem imediatamente à cabeça, e conseguimos logo ver a imagem do seu sorriso meio tosco com os olhos a brilhar por trás do fosco. Foi uma época incrível. Não falhou um treino, não falhou um jogo, esteve lá para a equipa sempre. Sentiu os golos como ninguém, festejou as vitórias como só ele. O lema do Sporting, o tal Esforço, Dedicação, Devoção e Glória, pode resumir-se numa palavra: Paulinho. Lá atrás disse “foi uma época incrível”, faltou-me o “mais”.

Foi mais uma época incrível do Paulinho.

A minha escolha que se segue no top do ano no Sporting também é bastante óbvia. É uma figura do nosso clube que admiro muito, há muitos anos, e a quem deixo aqui um merecidíssimo destaque. É engraçado como agora, ao estar a pensar nisto para o descrever, percebi que esta pessoa é precisamente o oposto do Nuno Melo.

Ora vejamos. Tem dezenas de argumentos diferentes para usar na sua luta, ou seja não chuta só de bico como o Nuno Melo responde a tudo como um “Ah, mas então e o Sócrates?”. Mais, tinha um cabelo meio estranho, embora longe da estranheza da carpete gourmet que usa o Nuno Melo, mas chamado à razão pelos amigos, cortou-o.

O Nuno Melo, é o que sabemos. E por último, sendo esta a parte épica, é que no que toca a europeias o Nuno Melo foi derrotado e ele vencedor. Que época brilhante do nosso capitão do futsal, João Matos.

E o meu terceiro e último destaque vai, evidentemente, para o Bas Dost e o Bruno Fernandes. Seria redundante estar aqui a explanar sobre o que eles fizeram esta época, entre golos, passes e alegrias. Já todos sabemos, todos vimos, todos gritámos, sorrimos e chorámos. Não foi bem uma dupla João Pinto – Jardel, Ronaldo – Dolores, ou até Luís Filipe Vieira – Emails. Não. Aquela dupla é amor familiar.

No fundo, eles foram os pais desta época que, dadas as condições, foi um milagre como já tive oportunidade dizer noutras crónicas. Os pais adoptivos de todos os sportinguistas. E abraçando esta imagem da paternidade, podemos constatar que eles são a prova que dois homens podem adoptar milhões de seres humanos e fazê-los realmente felizes.