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Diogo Faro

Doumbia justificou-se a Coates: "A sério, juro que este gajo não era meu, quem o devia estar a marcar era o William Carvalho!”

Esta confissão foi o que mais impressionou Diogo Faro, que se resignou à metáfora da vida personalizada em Coates, porque "até podemos fazer muita coisa bem, que o fim é sempre triste", e viu a linha defensiva do Sporting a jogar, alegremente, o "Quem Está Mais a Dormir?"

Diogo Faro

Carlos Rodrigues/Getty

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Maximiano

Antes de mais, muitos parabéns. Faz hoje 21 anos, enquanto era titular do Sporting contra o Porto. Eu, aos 21, num domingo destes, estava de ressaca a tentar perceber o sentido da vida enquanto acordava algures num vão de escada do Cais do Sodré. E se o Max foi mais lento a sair à bola do que eu a perceber onde estava, também foi por causa dele que não levámos mais dois ou três no fim jogo.

Ristovski

Naquela competição que toda a defesa fez no primeiro golo do Porto: “Quem Está Mais a Dormir?”, ficou em segundo lugar, muito perto do Max.

Mathieu

Se eu aos 21 não sabia bem o que fazer da vida, também é bem possível que não o saiba aos 36. Um bocado como o Mathieu, a cada jogo que perdemos, que se pergunta sempre o que ainda anda a fazer no futebol quando há tanta coisa para ver na Netflix num domingo à tarde.

Coates

Acertou na barra, fez fintas de calcanhar, cortou tudo o que podia, chorou quando o Doumbia deixou o outro saltar sozinho. O jogo do Coates é uma metáfora da vida. Até podemos fazer muita coisa bem, que o fim é sempre triste.

Acuña

Uma coisa é certa – para além de ter marcado um belo golo -, se ele desse tanta vergastada nos outros como dá o Alex Telles, tinha levado pelo menos sete cartões vermelhos.

Doumbia

O que mais me impressionou no seu jogo foi a tentativa de explicar ao Coates porque é que sofremos o segundo golo. “A sério, Coates, juro que este gajo não era meu, quem o devia estar a marcar era o William Carvalho!”.

Wendel

Visivelmente preocupado com a escalada de tensão entre EUA e Irão, a única coisa que lhe se sobressaiu no jogo foi o bigode, sempre rigorosamente bem aparado.

Bruno Fernandes

A resolução de ano novo dele era começar a ganhar mais jogos. E claro que há esperança que aconteça. Muita, até. Lá para Agosto, quando já estiver no campeonato inglês ou assim.

Vietto

Foi o principal responsável por ter havido hoje cerca de 2 milhões de portugueses a dizer “quem não marca, sofre”. Pior do que perder, só perder a dar razão a clichés futebolísticos.

Bolasie

Se era penálti sobre ele? É bem capaz que sim. Se lhe serve de alguma coisa ter aquele tamanho todo se não consegue abalroar o outro rapazinho? De certeza que não.

Luiz Phellype

“Eles não sabem que o sonho é uma constante da vida”, cantava Manuel Freire. Podemos cantar nós agora, que sabemos que o Luiz Phellype é uma inconstante da vida. Tanto marca um lindo golo num jogo, como no seguinte parece que mal sabe andar.

Gonzalo Plata

Chegou a entrar?

Rafael Camacho

O Rafael chegou, que eu lembro-me que ainda teve tempo de perde a bola três vezes em meio minuto.