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Diogo Faro

Sporar: sete cabeceamentos, três à figura, quatro para fora, zero de jeito (estas são as contas de Diogo Faro)

Ora aqui está a análise desiludida do humorista ao Famalicão - Sporting, o último jogo de Silas, o encontro que foi a prova definitiva que a lesão no joelho que fez Battaglia parar tantos meses também lhe afetou a memória a médio prazo

Diogo Faro

MIGUEL A. LOPES

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MAXIMIANO

Achei escusada aquela defesa que fez no final do jogo. Foi bela, de facto. Mas ia dar mais alegria ao Famalicão marcar o quarto do que tristeza que nos causava a nós levar mais um, que isto quando se está anestesiado já não dói nada.

NETO

É tão lúcido e honesto a falar nas flash interviews, que diria que já tinha a certeza que íamos perder desta maneira e tinha já escrito o discurso em casa.

COATES

Tonel, agora comentador, mesmo antes do livre que deu o golo do Coates poucos minutos antes do intervalo, disse: “o melhor que podia acontecer agora ao Sporting era marcar golo”. Acho que discordo. O melhor que podia acontecer ao Sporting era acabar já a época.

ACUÑA

Incrível abertura logo no início do jogo. Saiu da sua posição à ganância e deixou uma abertura espectacular para o rapazinho do Famalicão ficar sozinho e assistir o colega para o segundo golo.

ROSIER

Mais um jogo exuberante do lateral Rosier, a deixar aquela impressão de que estar lá ele ou Evaldo, por esta altura do campeonato, ia dar aproximadamente ao mesmo.

BATTAGLIA

Não sei se a lesão no joelho que o fez parar tantos meses também não lhe afetou a memória a médio prazo. É impressionante a quantidade de vezes que se esquece que uma das funções dos médios defensivos é ir buscar a bola aos centrais e distribuir para a frente para começar o ataque.

EDUARDO

Engraçado que reparei nele exactamente ao mesmo tempo que reparei no Geraldes, ao minuto 76.

VIETTO

Há jogos em que muitos sportinguistas pensam que, se calhar, ainda está aqui alguém para fazer o lugar deixado vazio pelo Bruno Fernandes. Há outros em que os sportinguistas vão só ver os jogos do Manchester United para matar saudades e se afundarem em comiseração. Adivinhem qual deles foi hoje.

JOVANE

Foi dos mais inconformados (vocábulo adorado por comentadores de futebol e quase nunca usado fora deste contexto), fartou-se de correr e tentar criar perigo. E mesmo assim levámos 3-1. Imaginem se tivesse jogado como o Rosier ou o Eduardo.

PLATA

O mais engraçado é que tem tantos anos quantos os que que passaram desde que o Sporting foi campeão.

SPORAR

Sete cabeceamentos. Três à figura, quatro para fora, zero de jeito.

FRANCISCO GERALDES E PEDRO MENDES

Foi o último jogo do Silas, a quem devemos agradecer por ter feito o que pôde pelo clube. E que o último exemplo que tenha dado seja que temos de apostar mais nos nossos miúdos, antes de ir gastar dinheiro noutros de fora que nem sequer são melhores.