Tribuna Expresso

Perfil

Diogo Faro

Diogo Faro viu Quaresma nervoso. Normal, por estar a jogar pela primeira vez onde Paulinho Santos e Pepe brilharam em torneios de UFC

O humorista acompanhou o clássico entre FC Porto e Sporting e gostou de ver Geraldes a queixar-se ao árbitro dizendo "paradoxalmente incontestável senhor João, se pensarmos bem no que abarca toda a problemática de Nietzsche sobre a morte de Deus e a consequência disso para a existência contínua do ser humano, não vês que é falta aqui, car#$”%*?”. Quer dizer, foi mais ou menos isso

Diogo Faro

MIGUEL RIOPA

Partilhar

MAXIMIANO

Imaginem ter de contar aos netos a época em que se estreou pela equipa principal do Sporting. Os netos: “Lindo, avô! Que orgulho!”. E ele: “Só que depois levei dois golos no jogo em que o Porto foi campeão…”. E os netos: “Ó puto, que cringe, tipo mesmo bué cringe…”.

EDUARDO QUARESMA

Mais nervoso que o habitual, provavelmente por ser o seu primeiro clássico. Mas também por estar a jogar na casa onde atletas que são para ele referências, como o Paulinho Santos, Jorge Costa, Fernando Couto ou o próprio Pepe, brilharam não só nos torneios de UFC como também, às vezes, a jogar futebol.

COATES

Liderou como um capitão, rematou como um avançado, defendeu como um central, cruzou como um extremo, tirou um golo em cima da linha como um guarda-redes, e correm rumores que depois chorou como um homem, por mais uma época em que ele merecia muito mais que um terceiro lugar e nenhum título.

BORJA

Teve o mesmo pesadelo a repetir-se-lhe na cabeça constantemente durante a noite, no qual estava sozinho e desesperado por não conseguir encontrar o Luiz Dias, ou quando o encontrava não o conseguia apanhar. Foi um pesadelo tão intenso que não passou sequer quando foi dormir.

RISTOVSKI

Não percebi muito bem porquê, mas sempre que ele tocava num jogador do Porto, este gritava como se tivesse a ser esventrado por uma faca de escamar peixe. Andou claramente perturbado por só tentar cortar a bola e parecer que estava a cortar uma perna a alguém com uma serra eléctrica.

MATHEUS NUNES

Gostei de o ouvir falar na flash interview. Não só pelo que disse, mas por usar trejeitos linguísticos do português de Portugal, tais como “é pá” ou “para o ano é que o Sporting é campeão”.

NUNO MENDES

Uma coisa parece-me certa, temos médio titular para a próxima época. Assemelha-se com o estilo do William Carvalho, mas com a vantagem de gostar de correr. O que parecendo que não, dá imenso jeito para jogar à bola.

WENDEL

Aconteceu-lhe um pouco o que aconteceu ao Ristovski. Houve lá um lance em que pisou de raspão um jogador do Porto, e este deu um berro tão grande que as 4 cadeiras se viraram ao mesmo tempo e a Marisa Liz o escolheu logo para a equipa dela.

PLATA

Deixou-se afectar pelo ambiente no Dragão, com o barulho ensurdecedor dos cânticos de milhares de adeptos imaginários. Normal, grande pressão. Não fosse isso, e teria com certeza jogado muito melhor.

SPORAR

Eu já nem peço que o Sporar marque golos. Só pedia mesmo que estivesse com um bocadinho de atenção a marcar o Danilo no canto, e já agradecia imenso. Se estou a ser pouco exigente com um jogador cuja função é marcar golos? Muito provavelmente, mas em 2020 as minhas expectativas para tudo na vida estão todas perto do chão.

JOVANE

Não estava preparado psicologicamente para marcar um golo de cabeça, optou por mandar por cima quando o deixaram saltar isolado para tentar fazer com que o Porto achasse que só para a semana é que seria campeão. Teria sido giro, não vos mentir. Depois do sofrimento que já foi a época, podíamos ter feito essa graça de ganhar ontem. Sei lá, só para curtir, pronto.

GERALDES

Isto de não haver público é essencialmente divertido para se ouvir o que os jogadores dizem. Ainda mal tinha entrado, ouvimos logo aqui o Chiquinho gritar “Ó João! É falta aqui, car#$”%*!”.

E por acaso até era, mas vindo de alguém que se está sempre a armar por ler muito livros, esperávamos algo melhor. Talvez um “Paradoxalmente incontestável senhor João, se pensarmos bem no que abarca toda a problemática de Nietzsche sobre a morte de Deus e a consequência disso para a existência contínua do ser humano, não vês que é falta aqui, car#$”%*?”.

TIAGO TOMÁS – JOELSON FERNANDES – RAFAEL CAMACHO

Entraram os três ao mesmo tempo. Se deu para fazerem alguma coisa de jeito? Não. Fica-nos o prémio de consolação de terem jogado tantos jogadores formados no Sporting.