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Diogo Faro

Houve “beaucoup de porrade dans las pérnes” e gritos de “arrete”, mas nem assim Portugal parou a França (por Diogo Faro)

Diogo Faro, na sua análise humorística ao Portugal-França (0-1), lamentou a derrota da seleção, particularmente por Rui Patrício, que “deu os túbaros pela Nação”

Diogo Faro

PATRICIA DE MELO MOREIRA

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RUI PATRÍCIO

Inglório não ter conseguido segurar aquela bola, depois de tanta entrega ao jogo tendo chegado a dar “o peito às balas”, na metáfora usada pelos comentadores, sendo que a expressão mais apurada seria “deu os túbaros pela Nação”.

RAPHAEL GUERREIRO

Fez um remate razoável, não conseguiu impedir o Kanté de chegar à bola, conversou em francês, ficou feliz na mesma com o resultado.

JOSÉ FONTE

Gostei muito daquele lance em que conseguiu acompanhar a velocidade do Rabiot, apesar das outras 37 vezes em que não foi capaz.

RÚBEN DIAS

Nem é que tenha jogado nada de jeito, mas ainda assim acredito que muito benfiquista tenho sentido um aperto no peito ao vê-lo a jogar na Luz, no relvado onde agora joga o Otamendi.

CANCELO

Estava aqui a pensar em vários trocadilhos para relacionar o seu nome com a sua prestação, mas são todos paupérrimos. Como o jogo que fez.

DANILO

Bom massacre que passou ao nível de levar “beaucoup de porrade dans las pérnes”, como se diz em francês. Não conseguiu foi retribuir ao mesmo nível.

WILLIAM CARVALHO

Confundiu-se nas horas do recolher obrigatório e por isso não chegou a sair de casa.

BRUNO FERNANDES

Tirando um belo remate, mas como é bom de ver não serviu de nada, andou sempre meio atrapalhado entre os franceses, aos berros para o Pogba: “Arrete! Arrete! Ó Paul, f*da-se! ‘Tá sossegado!”. Noite dura.

JOÃO FÉLIX

O lance mais efusivo que teve no jogo foi quando lhe iam arrancando o pé. Aqueles pitons a espetarem-se ali no peito do pé devem ter doído bastante. Eu aqui no sofá, com uma mata, uns pedaços de queijo e um copo de tinto, até sofri ligeiramente por ele. Que horror. Nada a acrescentar sobre o que fez pelo jogo.

BERNARDO SILVA

Jorge Jesus a ver o jogo do Bernardo de hoje e a pensar “vêem porque é o mandei embora do Benfica?”. Claro que não importa todos os outros jogos que o Bernardo tem feito na vida, pelo menos hoje o Jesus tem razão.

RONALDO

A única coisa que temos a reter sobre o Ronaldo no dia de hoje é que na que, a cantar o hino, cantou também a parte do “tan tan tan tan”. Vitória moral só por causa disto.

MOUTINHO

Cheio de vida o rapazinho, a entrar bem e com um remate daqueles que, não fosse a defesa do Lloris, ter feito levantar o estádio, nos tempos em que não havia covid. Lembram-se? Estádio cheio, tudo a cantar o hino desafinado, pessoal a discutir uns com os outros e a ofender o árbitro como se aquela falta por marcar fosse mais grave do que tudo o Hitler fez na vida.

TRINCÃO

Ainda tentou lá fazer umas graças, mas uma vez escorregou, outra desequilibrou-se, noutra andou aos tombos. Ainda está a aprender a andar.

N'Golo bastou

Num jogo em que houve mais França do que Portugal, um golo de N'Golo Kanté bastou para os campeões mundiais afastarem os campeões europeus da <em>final four</em> da Liga das Nações