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Diogo Faro

Contemplem Antunes, novo Coentrão: tem alguns anos, passou por bons clubes, tem uma cor de cabelo estranha. Esta é natural, pensa Diogo Faro

Aqui está a análise humorística de Diogo Faro aos jogadores do Sporting que golearam o Sacavenense em jogo a contar para a Taça de Portugal

Diogo Faro

Gualter Fatia

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MAXIMIANO
Primeiro jogo que faz este ano é com uma equipa do Campeonato de Portugal (é um nome interessante, porque os outros campeonatos de Portugal não são tanto de Portugal como este, daí o nome), e por isso pensou “vou estar aqui sossegado que isto hoje é mais para relaxar”. Até foi, mas ainda conseguiu levar um golo só para se lembrar da sensação.

COATES
Braçadeira de capitão e dois golos no bucho no Jamor. Vai ser igualzinho na final.

LUÍS NETO
Exibição de luxo de Luís Neto. Se estavam à espera que eu viesse para aqui dizer mal dele, podem tirar o “cavalinho da chuva”, como dizem os mais antigos. Agora é jogar assim contra equipas da mesma divisão. Já esteve mais longe, e é a estas coisas boas a que nos temos de agarrar.

GONÇALO INÁCIO
Além de ter jogado bem, ainda marcou um golo no final do jogo. E isto vindo de um gajo que se chama Gonçalo Inácio. Com este nome, tudo o que faça na vida tem sempre mais mérito.

ANTUNES
É o nosso novo Fábio Coentrão. Joga bem, mas já tem alguns anos, já passou por bons clubes e tem uma cor de cabelo meio estranha. A deste pelo menos é natural. Acho eu.

JOÃO MÁRIO
Não desfazendo do Sacavenense, que fez tudo o que podia com as condições que tem, ter o João Mário a jogar contra o Sacavenense é como comer nuggets do McDonald’s a acompanhar ostras no Ramiro. Mas isto é para mim que sou mal-educado. Ele é uma pessoa com maneiras e jogou tão seriamente como se estivesse na final do Euro2016 novamente.

BORJA
É o primeiro jogo que vejo do Borja no qual não tenho absolutamente nada de mal para dizer sobre o jogo que fez. Acho que isto diz muito.

MATHEUS NUNES
Voltou à titularidade, e bem. Distribuiu jogo e teve mais calma a dar porrada às pessoas, tendo em conta que muitas delas amanhã têm que ir para os seus trabalhos normais, ao contrário dele que vai só ficar o dia todo a ouvir sertanejo enquanto joga FIFA.

NUNO SANTOS
Marcou um golo válido, outro inválido. Ora amargo, ora doce, para nos lembrar que o amor é uma doença, quando nele julgamos ver a nossa cura. Ai merda, não sei como é que fui parar aqui, mas gostei.

SPORAR
Não sei se não era escusado estar a fingir um penálti quando já estamos a ganhar 2-0 ao Sacavenense. Mas também não é mal pensado que vá ensaiando nestes jogos em que não há VAR, para quando precisarmos realmente disto.

JOVANE CABRAL
Fiquei a pensar se aquela assistência para o primeiro golo foi inacreditável por si só, ou por ter sido contra um adversário penos capacitado. Quero acreditar na primeira, tenho quase a certeza que foi a segunda.

PALHINHA
A jogar contra a equipa onde começou a jogar à bola, lembrou os tempos em que achava que ia jogar para sempre no Sacavenense enquanto fazia corridas de tunning na Ponte Vasco da Gama. Mas afinal a vida correu-lhe mal e acabou a ser jogador do Sporting.

TABATA
Não só assistiu como quase marcou. Para quem nunca o tinha visto jogar na vida, como eu, já está mais que bom. Ou como diria a Cristina Ferreira, está de “puta para cima” (expressão que deve começar a ser normalizada).

PEDRO MARQUES
A brincar, a brincar, já tem muito mais golos por minuto do que o Sporar. Essa já ninguém lhe tira. É dar-lhe minutos que ainda se faz aqui um Jardel.

DANIEL BRAGANÇA
Lida com a bola com uma elegância e classe tais, que é só equiparado com também a elegância e classe com que a Vanessa Martins tem a usar pijama.